NÓS NA FLIP
Junto com Paola Torres
Atuando em meu papel
Estarei em Paraty
Fazendo verso a granel
Enaltecendo a cultura
Louvando a literatura
Salvaguardando o cordel.
Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
O Blog Cordel de Saia idealizado e criado pela poeta de cordel, Dalinha Catunda, é direcionado à cultura popular, a mulher aparecerá como figura principal. Aqui receberemos democraticamente, homens e mulheres praticantes deste contagiante mundo encantado da Literatura de cordel. O blog tem também como função divulgar eventos relacionados a literatura de cordel além de descobrir e divulgar a mulher cordelista. Contatos: dalinhaac@gmail.com e rosariuspinto@gmail.com
NÓS NA FLIP
Junto com Paola Torres
Atuando em meu papel
Estarei em Paraty
Fazendo verso a granel
Enaltecendo a cultura
Louvando a literatura
Salvaguardando o cordel.
Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
Lançamento de
Cordel em Paraty
O CASTIGO DA SOGRA
MALVADA, é o título que dei a um dos cordéis, que serão lançados na FLIP, na
Ação de Salvaguarda da Literatura de Cordel organizada pelo IPHAN regional do
Rio de Janeiro - RJ.
O evento
acontecerá no escritório do IPHAN, em Paraty, que pela segunda vez se
transformará na Casa do Cordel.
O CASTIGO DA SOGRA
MALVADA, nasce das histórias de calçadas, quando as cadeiras eram ocupadas pelos
adultos e crianças se acomodavam pelo chão no intuito de escutarem o que os
mais velhos tinham a repassar.
Sendo guardiã da oralidade, trago para o presente o que
ouvi no passado.
Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
JAMAIS FIQUEI
ESPERANDO
QUEM NÃO FICOU DE
VOLTAR
Mote de Dalinha
Catunda
1
O tempo passa
ligeiro
E você passou
também
Deixei de ser o seu
bem
Nosso amor foi
passageiro
O meu coração
matreiro
Logo fez a fila
andar
Comecei a namorar
Vi você só
ensaiando:
JAMAIS FIQUEI ESPERANDO
QUEM NÃO FICOU DE
VOLTAR
Dalinha Catunda
2
Eu já paguei sem
dever,
Já falei sem ser
ouvido,
Já fui pai sem ser
marido
E até briguei sem
querer;
Já ouvi sem
entender
Gente abestada
falar
E para não
desgostar
Simulei estar
amando;
Jamais fiquei
esperando
Quem não ficou de
voltar.
(Joames)
3
Só malha em ferro
frio
Quem quer viver de
ilusão,
Vai cerceando a
razão
Torna a vida um
desafio
Mina a água desse
rio
Até seu leito secar
De resto, é
imaginar
Gato por lebre
comprando:
JAMAIS FIQUEI
ESPERANDO
QUEM NÃO FICOU DE
VOLTAR.
Bastinha Job
4
Wellington Santiago
Por demais
impaciente,
Eu sou mesmo desse jeito;
Sou o tipo do
sujeito,
Apressado, simplesmente;
Me aborreço
facilmente,
Com quem demora
pagar.
E pra conversa
encurtar,
Não vou ficar demorando;
Jamais fiquei
esperando,
Quem não ficou de
voltar.
Wellington Santiago
5
Não me iludo com
besteira
Esperar falsas
promessas
Vi meu mundo nas
avessas
E levei maior
rasteira
Duma forma
traiçoeira
Deixei - me foi
tapear
Quem prometeu retornar
Acabou foi me
largando
JAMAIS FIQUEI
ESPERANDO
QUEM NÃO FICOU DE
VOLTAR.
Dulce Esteves
6
Foi bom enquanto
durou
Mais tudo chega o
final
Ela foi e não deu
sinal
Nunca mais pra mim
ligou
Só que a fila não
parou
Outra pintou no
lugar
Não fico a choramingar
Por cantos, só
resmungando
JAMAIS FIQUEI
ESPERANDO
QUEM NÃO FICOU DE
VOLTAR
Jairo Vasconcelos.
7
Sou um homem de
atitude
E não suporto
arrodeio;
- Nada presta pelo
meio!
- Metade não tem
virtude
Nem reverbera saúde
Pra quem deseja
provar
Do fruto pra se
esbaldar
Com seu néctar
transbordando.
JAMAIS FIQUEI
ESPERANDO
QUEM NÃO FICOU DE
VOLTAR
Prof. Weslen
8
Muitas vezes me
enganei
Por pura
ingenuidade
Buscando a
felicidade
Em outros, eu
confiei
A minha cara, quebrei
E ficava a lamentar
Até um dia, acordar
E ver que eu estava
errando
JAMAIS FIQUEI
ESPERANDO
QUEM NÃO FICOU DE
VOLTAR
Creusa Meira
9
Eu fiquei uma só
vez
Num banco de uma
praça
Triste sozinha e
sem graça
Mas não perdi a
altivez
Não duvidei em
talvez
Achei bom ter que
mudar
Mudar para melhorar
Não ter que ficar
chorando
JAMAIS FIQUEI
ESPERANDO
QUEM NÃO FICOU DE
VOLTAR
Vânia Freitas
10
Jamais fiquei
esperando
Quem não ficou de
voltar.
Partiu deixando
saudade,
ao longe acenou um
adeus,
levou pensamentos
meus,
no coração de
maldade,
confiei a minha
amizade,
relutei em não
aceitar,
alguém que fui me
entregar,
partiu dali me
enganando,
JAMAIS FIQUEI
ESPERANDO,
QUEM NÃO FICOU DE
VOLTAR.
Glosa:
Joabnascimento
11
A Minha Mulher
Falou
Vou na Casa De Papai
Eu Falei Você não
Vai
Que não Fico Sem
Calor
A Danada Viajou
Nem Lembra De Me
Ligar
Me Danei A Namorar
A filha de Adriano
JAMAIS FIQUEI
ESPERANDO
QUEM NÃO FICOU DE
VOLTAR
Alberto Francisco
12
Eu sou cabra
invocado
Queimo mau com quem
demora
Empancou, meto a
espora
Ando sempre avexado
Não dou prazo pra
lesado
Pode até se
esgoelar
Achou ruim, vá se
lascar
Que não tô nem me
lixando
JAMAIS FIQUEI
ESPERANDO
QUEM NÃO FICOU DE
VOLTAR
Giovanni Arruda
13
Não deu nem um até
breve
Nem uma piscada de
olho
Como não sou mais
pimpolho
Sei esperar o que
se deve
Enganar ninguém se
atreve
Quando isto não vai
dar
Boto a fila pra
andar
Pois a senha tá
clamando
JAMAIS FIQUEI
ESPERANDO
QUEM NÃO FICOU DE
VOLTAR
Rivamoura Teixeira
14
A nossa vida hoje
em dia
é por demais
apressada,
não se tem tempo
pra nada,
é intensa a
correria.
Isso há tempo não
se via
nem podia imaginar
que o dia fosse
chegar
da gente viver
zanzando…
“JAMAIS FIQUEI
ESPERANDO
QUEM NÃO FICOU DE
VOLTAR.”
David Ferreira
Xilo de Carlos Henrique
Roda de glosas organizada por Dalinha Catunda cad. 25da ABLC
dalinhaac@gmail.com
Cordel de Saia na Escola Municipal Martin Luther King
O Cordel de Saia com Dalinha Catunda e Rosário Pinto
participou hoje, (01/11/2022), de Café Literário na Escola Martin Luther King,
na Tijuca.
Levamos a literatura de cordel para alunos do sexto e nono
ano. Pela segunda vez fomos convidadas para debater com os alunos e
professores. A interação foi plena e rica.
Levamos também o nosso Cordel Cirandeiro para animar o
encontro. Intercalando ciranda e versos. A turma, muito receptiva, aceitou bem
a brincadeira.
Manhã agradável com encerramento de Concurso Literário entre
os alunos.
O Cordel de Saia agradece as professoras pelo convite e aos
alunos pela acolhida carinhosa.
Nota do Cordel de Saia.
Dalinhaac@gmail.com
PORÉM
NUNCA VOU CHEGAR
A
SER CORA CORALINA.
Mote
de Dalinha Catunda
*
Sou
poeta e sou doceira,
E
na farofa sou boa,
Faço
verso, canto loa,
As
vezes sou cantadeira,
E
metida a cirandeira!
E
nessa minha rotina
De
cabocla nordestina,
Eu
nasci pra versejar:
“Porém
nunca vou chegar
A
ser cora coralina.”
Dalinha Catunda
*
Eu
nasci agricultor
Cultivando
o fértil chão
De
enxada e foice na mão
Em
meio a mata em flor
Sonhava
ser escritor
Da
cultura nordestina
Minha
obra é pequenina
Mas
preciso divulgar
“Porém
nunca vou chegar
A
ser Cora Coralina”
Araquém
Vasconcelos
*
Eu
me chamo Nelcimá
Sempre
gostei de escrever
Eu
só não quis entender
Que
um dia ia versejar
E
agora no pelejar
Vou
com a alma felina
Tentando
ser turmalina
Para
a todos agradar
“Porém
nunca vou chegar
A
ser Cora Coralina.”
Nelcimá
Morais
*
Não
faço como Dalinha
Abençoada
pela arte
Fazendo
aqui minha parte
Pela
casa e na cozinha
Pego
agulha enfio linha
Faço
isto desde menina
Tenho
inspiração divina
Peço
pra nunca faltar
“Porém
nunca vou chegar
A
ser Cora Coralina.”
Vânia Freitas
*
Sendo
pra nascer mulher
Desejava
ser Dalinha
Tendo
vaga pra Mocinha
Até
Pagu se quiser
Mas
tinha outra colher
Caso
fosse Messalina
Um
homem em cada esquina
Para
experimentar
"Porém
nunca vou chegar
A
ser Cora Coralina"!
Ésio
Rafael
*
O
seu verso apimentado
E
o doce dos quitutes
São,
sem dúvida, desfrutes
Para
os fãs apaixonados
Nesse
jeito misturado
De
pimenta e sacarina
Tá
completa a sua sina
Não
convém se lamentar:
“Porém
nunca vou chegar
A
ser cora coralina”
Giovanni
Arruda
*
Na
vida já fiz de tudo
Conquistei
o infinito
Escrevi,
soltei meu grito
A
quem o queria mudo
Transformei
rima em escudo
Numa
verve cristalina.
Com
mamãe, desde menina
Aprendi
a cozinhar,
“Porém
nunca vou chegar
A
ser cora coralina”
Nilza
Dias
*
Sou poeta de cordel
Versejo
com alegria.
Não
vivo de fantasia.
À
verdade sou fiel.
Vou
traçando meu painel,
Na
escrita sou feminina
E
também sou nordestina
Pois
gosto de versejar
“Porém
nunca vou chegar
A
ser cora coralina.”
Rosário Pinto
*
Não
precisa que eu grite
Mas
vou dizer nesta rima
Eu
não sou de obra prima
Não
chego a esse limite
Tenha
calma não se agite
Essa
poetisa fina
Muito
muito me ensina
Deixa
o mundo me julgar
“Porém
nunca vou chegar
a
ser cora coralina.”
RivaMoura
Teixeira
*
Pareço
na escalada
Da
montanha dessa vida
Cada
pedra removida
Será
uma flor plantada,
Se
a semente é germinada
Cumpro
um pouco a minha sina
CORA
chega e me ensina
Cair
e se levantar
“Porém
nunca vou chegar
A
ser Cora Coralina!”
Bastinha
Job
*
Obrigada
a todos que glosaram o mote. Amei!
E
viva Cora Coralina!
Foto
do acervo de Dalinha Catunda
Dalinha
Catunda cad. 25 da ABLC
Idealizadora
dos blogs: Cordel de Saia
E
Cantinho da Dalinha