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segunda-feira, 14 de março de 2011

A ORIGEM DO CORDEL NO ENCONTRO E NA RODA

Os versos A Origem do Cordel é de autoria do acadêmico da ABLC Ivamberto Albuquerque que também participará do II Encontro com Poetas e Rodas de Cantoria.
A ORIGEM DO CORDEL.
 *
Foi na oralidade
Que brotou nosso cordel
Na voz do cantador
Rapsodo, menestrel
Do semi-árido nordestino
Do  casebre campesino
Ao salão do coronel. 

Surgem as tipografias
Com um trabalho de artesão
Leandro Gomes de Barros
Faz a primeira impressão
Começa a literatura
De tradição e cultura
Com os motivos do sertão.

Mas a viola não parou
De tocar o seu baião
Acompanhando os cantadores
Nos confins do meu sertão
E o poeta de bancada
Fez da caneta espingarda
Defendendo  tradição.

No Brasil da ignorância
O cordel foi a  salvação
Divertiu e informou
E orientou  o cidadão
Muito humilde e explorado
Quase sempre castigado
Pelas secas do sertão.

As mulheres no cordel
Sempre fizeram bonito
Xica  Barroso e Tabana
Hoje cantão no infinito.
Mas Mocinha de Passira
Como uma agulha de safira
Vai ampliando seu grito.

Em nossa academia
No palco ou no plenário
Tem a Madrinha Mena
Tem a  Dalinha e a Rosário
Trabalhando noite e dia
No mundo da poesia
Sem troféu e sem salário.

Neste instante eu apelo
As elites da nação
A cultura de raiz
Merece mais atenção
Porque a mídia é só consumo
Não tem esquadro nem prumo
Para erguer um cidadão.

Nosso cordel tem assunto
Pra qualquer academia
Seja na literatura
Ou na antropologia
Costumes e tradições
Coronéis e lampiões
Eu deixo pra sociologia.

O encontro de poetas
E rodas de cantoria
É um projeto do Fernando
Com sua sabedoria
Ele traçou os itinerários
Convidou os operários
Das sendas da poesia.

Autor: IVAMBERTO
RIO DE JANEIRO
12-03-2011.
Visite também: www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.rosáriocordel.blogspot.com

Gonçalo Ferreira da Silva-Presidente da ABLC- Dalinha Catunda e madrinha Mena
Primeira Plenária - ABLC - Março de 2011
Plenária dedicada a Juvenal Galeno com palestra da Acadêmica Dalinha Catunda

Academia Brasileira de Literatura de Cordel/ABLC
Rua Leopoldo Fróes, 37-Santa Teresa
DATA: Sábado, 19 de março de 2011 as 16:00 hs
PAUTA: Homenagem a Juvenal Galeno, entrega de medalha a Manoel Monteiro e Madrinha Mena.

A plenária da ABLC, no sábado, 19 de março de 2011 será em homenagem a Juvenal Galeno patrono de Maria de Lourdes Aragão Catunda – Dalinha Catunda – que ocupa a cadeira nº 25. A Acadêmica discorrerá sobre o poeta e folclorista Juvenal Galeno nos brindando com uma rica palestra em homenagem a esse ilustre cearense.
Em seguida teremos a presença de Manoel Monteiro que veio da Paraíba para o Rio de Janeiro participar do Encontro com poetas e rodas de cantoria. O renomado cordelista receberá a principal comenda criada pela ABLC com a finalidade de premiar grandes vultos da literatura de cordel: O medalhão Leandro Gomes de Barros.
No decorrer da plenária Madrinha Mena, que tem sido uma figura marcante na vida da ABLC recebera a medalha Rogaciano Leite em nome de sua dedicação a essa entidade.
Teremos ainda como de praxe a palavra dos acadêmicos presentes manifestando-se sobre os variados assuntos, declamando, cantando, enfim, animando à tarde festiva em Santa Tereza.
Sendo a primeira plenária do ano onde os cordelistas e poetas se encontram depois de longo recesso e com tantas homenagens, com certeza teremos uma farta platéia sedenta de confraternização.
Assim sendo, a ABLC Academia Brasileira de Literatura de Cordel Convida os amigos e convoca os confrades para este evento especial.

Foto: Dalinha Catunda
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sexta-feira, 11 de março de 2011

II Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria

Desafio Dalinha X Rosário

 DALINHA X ROSÁRIO
Desafio entre Dalinha Catunda e Rosário Pinto
 *
ROSÁRIO PINTO
Convidei dona Dalinha
pra comigo pelejar
Para nesse Informativo
Uma peleja postar
Ela aceitou de pronto:
A peleja tá no ar.
.
DALINHA CATUNDA
Querida amiga Rosário
Amiga de confraria.
Onde canta seu José
Tem vaga pra Sá Maria
Por isso vamos testar
Se estamos em sintonia.
.
ROSÁRIO PINTO
Já que você aceitou
Meu convite pra cantar
Cantaremos as mulheres
Em seus cordéis a fiar
Na peleja também tem
Mulher a desafiar.
.
DALINHA CATUNDA
As mulheres desafiam,
Desde a sua criação.
Eva lá no paraíso
Provocou o tal Adão.
Ele caiu direitinho.
E dançou na sua mão.
.
ROSÁRIO PINTO.
Dalinha, pare com isto
Não é esta nossa prosa.
Aqui nestes nossos versos
Você só quer ser garbosa.
Mas este mundo tá cheio,
De mulheres talentosas.
.
DALINHA CATUNDA
Não fujo duma peleja
Tô pro que der e vier
Se eu quero ser garbosa,
É só porque sou mulher
E não venha me dizer
Que você também não quer!
.
ROSÁRIO PINTO
No Ceará conhecemos
As mulheres cordelistas
Publicando seus folhetos
Começando a dar nas vistas
Rimando com maestria
Nunca perdendo as pistas.
.
DALINHA CATUNDA
Você também tá na pista,
Na peleja virtual.
Pois o seu gosto por versos,
Nasceu lá em Bacabal
Juntinho com o seu pai
Lá no seu torrão natal.
.
ROSÁRIO PINTO
Esta sua afirmação
É verdade, verdadeira
Seu Hugo me ensinou
A gostar da brincadeira
Tomei gosto pelo verso
E isto não é besteira.
.
DALINHA CATUNDA
Sendo para ressaltar
Mulher e sua conquista.
Eu pego firme a estrada
Pra seguir a mesma pista.
Com mulheres no cordel
Um novo tempo se avista.
.
ROSÁRIO PINTO
Os poetas reconhecem
Belas métrica, oração.
As mulheres cantadoras
Cantam com o coração.
No litoral ou na serra,
Sobretudo no sertão!
.
DALINHA CATUNDA
Hoje já temos poetas
Apoiando a mulherada.
Pois elas já colocaram
Com firmeza o pé na estrada.
Cantando com maestria,
Desde coco à embolada.
.
ROSÁRIO PINTO
Quem diria, miga Dalinha,
Que pelejas eu faria
Você me incentivando,
Tempos atrás, eu temia
Que poetas descobrissem
A tamanha ousadia!
.
DALINHA CATUNDA
Você é tão importante
Em nossa literatura.
Catalogando cordel
E divulgando a cultura.
Se hoje faz os seus versos,
É porque tem estrutura.
.
ROSÁRIO PINTO
De tanto ler cordel,
De tanto catalogar,
Tomei gosto pelo verso,
E cultura popular.
Agora que tomei gosto,
Vai ser difícil parar.
.
DALINHA CATUNDA
E é assim que se fala
Ô querida amiga minha.
No rumo da poesia
Você faceira caminha
Para andar de braços dados
Com sua amiga Dalinha.
*
Versos de Dalinha Catunda e Rosário Pinto
Fotos do acervo de Dalinha Catunda.
.

quinta-feira, 10 de março de 2011

II Encontro Com Poetas Populares e Rodas de Cantoria

Dalinha Catunda , Rosário Pinto, Sepalo Campelo, Gonçalo Ferreira e Fernando Assunpção
II Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria
Contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o projeto Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria busca difundir o cordel, levando à reflexão, ao debate, discutindo características, temas e abordagens; resgatando e apresentando ao público algumas de suas obras mais notórias, além de fomentar a produção e a formação de novos leitores e poetas. Idealização de Fernando Assumpção, benemérito da ABLC, é o 5º edital conquistado junto a Secretaria de Estado e Cultura do Rio de Janeiro. Realização da ABLC, em parceria com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular -  www.cnfcp.gov.br – este projeto contribui para o debate sobre a literatura de cordel e a cultura popular produzidas no Brasil deste o seu aparecimento, tendo sido estas acompanhadas de perto pela ABLC nos seus 22 anos de existência. Dessa forma, resgata e dissemina a produção intelectual de seus poetas e o seu histórico na literatura nacional. Além disso, mostra a contribuição de autores e estudiosos para a consolidação desse gênero literário.Serão dois dias de encontros literários, 17 e 18 de março de 2011, com entrada gratuita, no auditório do Museu de Folclore Edison Carneiro, à rua do Catete, 179. Conduzidos por poetas e cantadores convidados, dentre nomes importantes do universo da literatura de cordel, e que têm atuação constante na ABLC. Estes encontros organizados no formato de aulas-espetáculo, contarão com a participação especial do poeta Manoel Monteiro, de Campina Grande, PB; e,  o presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva.
PROGRAMAÇÃO
Dia 17 MAR
14:30h – Oficina: O Cordel, suas manhas e mumunhas – com Separo Campelo;
16:00h – Encontro: Literatura de cordel: o tempo é hoje.
Como a literatura de cordel evoluiu e permanece viva com gênero literário e fragmento da cultura popular, transitando entre o simbólico e a resignificação dos códigos.
Com presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva, poeta Manoel Monteiro e Maria Rosário Pinto.
18:30h – Roda de Cantoria – com Mestre Azulão
Dia 18 MAR
14:30h – Oficina: A literatura de Cordel, evolução e firmamento – com Mestre Campinense

16:00h – Encontro: Literatura de Cordel, Desafio e Pelejas: o cordel na contemporaneidade
Como a Literatura de cordel se apropriou das novas formas de comunicação e fez material para a divulgação de seu conteúdo e instrumento para o processo identitário nacional.
Com Dalinha Catunda, João Batista Mello e Ivamberto Albuquerque

18:30 – Roda de Cantoria – com Sergival e Chico Salles
Dia 19 março 2011
Plenária da ABLC em homenagem ao poeta Manoel Monteiro da Silva.
Convocamos os acadêmicos e convidamos os amigos
Rua Leopoldo Fróes, 37 – Santa Teresa – Rio de Janeiro – RJ
Ás 16:00 horas, com entrada franca.
Consulte o blog:
http://encontrocompoetas.blogspot.com/
II Encontro de poetas populares e Rodas de Cantoria
17 e 18 de março, no CNFCP – auditório do Museu de Folclore Edison Carneiro,das 14:30 às 18:30  h
Entrada franca
Visite tambem:
www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.rosarioecordel.blogspot.com

terça-feira, 8 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Alfredo dos Santos Mendes
 
Natural da Cidade de Lisboa que o viu nascer em 1933, desde muito jovem se dedicou à leitura. Com tenra idade, e talvez em conseqüência dos seus hábitos de leitura, aonde predominava a poesia, ensaiou a composição das suas primeiras quadras, com as quais enfeitava os vasos de manjericos, que tradicionalmente, e quase como que por obrigação, tinha de estar presente no meio da minúscula folhagem verde, do célebre manjerico. [O tema das quadras era, continua a ser, o namorico e as fogueiras]
Tradição essa que ainda hoje se mantém, por ocasião das festas dos Santos Populares. Santo António, São Pedro e São João. Repartidas pelas seguintes modalidades: Soneto, Glosa, Poesia Lírica, e Quadra.
Adora a poesia de António Aleixo. Um poeta quase analfabeto, que se dava ao luxo de escrever poesia, na sua grande maioria superior a alguns ilustres e letrados poetas!
 
MULHER
 
Ainda existe quem ousa dizer,
 Com soberba arrogância e a sorrir:
 Mulher somente serve p’ra servir,
 Mulher é sexo fraco...é mulher!

 Se desengane pois quem o fizer,
 Ou tente o seu caminho impedir.
 Perante o seu olhar irá surgir,
 Toda a fúria que o mundo possa ter!

 Se tiver de lutar nunca diz não.
 Em defesa do bem e da razão,
 Tem laivos de heroína, de bravura.

 Mas chegada ao seu lar tem outra imagem.
 Simplesmente mulher e mãe coragem,
 Manancial de amor, mar de ternura!

 Lagos, 10/03/04
 Alfredo dos Santos Mendes

Recebido de Efigênia Coutinho na página : http://www.avspe.eti.br/
Foto: Rosário Pinto / Jardim Bontânico - Rio de Janeiro
Visite também: http://rosarioecordel.blogspot.com
http://cantinhodadalinha.blogspot.com

8 de Março dia Internacional da Mulher

Dalinha Catunda, Miguel e Josenir Lacerda

 DALINHA FLOR AGRESTINA
Dalinha é flor agrestina
Sem laço com a primavera
É a certeza da espera
No sorriso de menina
É a mestra que ensina
A regra do bem viver
Sempre disposta a aprender
Retira a lição na dor
Na certeza que o amor
Sempre irá prevalecer

Para falar de Dalinha
Tem que falar de roçado
De floresta,rio e gado
Fogão de lenha e cozinha
Do baú na camarinha
Guardando sonho e segredo
Da chuva e do arvoredo
Emoldurando a paisagem
Do vaqueiro de coragem
Que enfrenta a vida sem medo

Posso dizer que ela é
Da mulher, representante
Pois a postura garante
Da sertaneja de fé
Nadando contra a maré
Conquistou a calmaria
Hoje abriga a alegria
Dela faz repouso e leito
Tem no carisma e no jeito
A doçura de Maria

Texto de:Josenir Lacerda- cadeira nº 37 da ABLC- patrono José Soares
cadeira nº 03 da ACC- patrono Enéas Duarte
Foto de:Dalinha Aragão Catunda - cadeira nº 25 da ABLC - patrono - Juvenal Galeno