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terça-feira, 24 de setembro de 2024

SE VOCÊ FOSSE UMA ÁRVORE

SE VOCÊ FOSSE UMA ÁRVORE

*

Amigo vou perguntar.

Gostaria de saber!

Espero que me responda,

Se souber me responder:

se você fosse uma árvore

Qual gostaria de ser?

1

Eu gostaria de ser

A bela carnaubeira.

Tem palmas cantarolantes

Essa elegante palmeira.

É paisagem nordestina,

Que vejo desde menina,

Ornando minha ribeira.

Dalinha Catunda

2

Acho linda a oiticica,

Também o velho imbuzeiro;

O grandalhão jatobá,

Sombreando o cajueiro ;

Um pé de cabaça e cuia ;

Mas prefiro ser a imbuia,

Me transformando em roupeiro.

Interagindo com Dalinha Catunda .

Wellington Santiago.

3

Eu gostaria de ser

Um frondoso cajueiro

Carregadinho de frutos

Maduros o ano inteiro

Pra uma rede armar

Pros meninos balançar

Na sombra do meu terreiro

Araquém Vasconcelos

4

Penso de outra maneira,

Já que nasci nordestino;

Queria ser um Juazeiro

Para acolher peregrino

Nos momentos cruciais

E abrigar os animais

Nas horas do sol a pino.

(Joames).

5

Quero ser JABOTICABA

Cheio de frutos roxinhos

O seu tronco todo cheio

Fartura que nem acaba

Parece que não tem folha

Para mim melhor escolha

Alimento os passarinhos.

Dulce Esteves

6

É lindo o belo formato

Do juazeiro,o embu

Mas se fosse pra escolher

Queria ser " mulungu "

Para crescer no sertão

Com flores lindas que são

Poemas pra eu e tu.

RivaMoura

7

Eu gostaria de ser

A pequena barriguda

Por ser pequena e com graça

Eu Simpática, ela muda

Ela produz a semente

E eu produzo com a mente

Porque sou mais linguaruda.

Vânia Freitas

8

Queria e quero ser

Aquela árvore da serra

O nosso Augusto dos Anjos

Num soneto que encerra

A fúria dum pai raivoso

Que a machadadas iroso

Fez ambos tombar por terra.

Bastinha Job

9

Eu sonho ser flamboyant

Para oferecer as flores

A todos gratuitamente

Dar sombra como favores

Nos dias de sol bem quente

Deixar cheiroso o ambiente

Com meu suaves olores.

Jairo Vasconcelos.

10

Simbolizando a caatinga

Do nordeste brasileiro

Caso eu pudesse, seria

Um frondoso juazeiro

Exaltado na canção

De Luiz rei do baião

Nosso mestre sanfoneiro

Paulo Silva

10

Certamente eu seria

U'angico branco frondoso

Bem na beira do caminho,

De tronco bem portentoso

Onde inseto, bicho e gente,

No seu sombrear clemente,

Têm descanso mais gostoso

Arimatéa Sales

11

Eu já sou, como se vê,

E sempre faço por onde,

Frondoso pé de ipê.

- Pois, em mim, nunca se esconde

A beleza, sem clichê,

Mostrada na minha fronde.

(Prof. Weslen)

12

Queria ser uma árvore

E escolheria a palmeira

E ser igualmente a ela

Bem magrinha e bem faceira

Ficar em pé lá no alto

Sem precisar usar salto

E nem ouvir fofoqueira

Euza Nascimento.

13

Eu gostaria de ser

O umbuzeiro sagrado

Pois o vate Jessier

Diz que é pau abençoado,

Se falta invernada, pimba...

A raiz vira cacimba

Haja umbu pra todo lado.

Giovanni Arruda

14

Eu gostaria de ser

Aquele belo pereiro

Que meu avô exaltava

No seu antigo terreiro

Tinha flores bem exóticas

Às vezes até hipnóticas

Era pra nós um festeiro.

Maria Nelcimá Morais Santos

15

Se eu pudesse escolher

Seria um pé de Juá,

Carregadinho de frutos,

Vizinho ao pé de ingá,

Para embaixo dos seus galhos,

Construir os agasalhos,

Pr'o cacão e o sabiá.

Francisca Gonçalves Emidio

16

Pela sua utilidade

Quando serve de coluna

Para a casa do matuto

Que não dispõe de fortuna

Eu queria ter a sorte

De ser belo, grande e forte

Como um pé de barauna

Heliodoro Morais

17

Se eu puder escolher

Quero ser um Juazeiro

E com água nas raízes

Farei da copa um chuveiro

Pra agoar todo dia

A roça da poesia

Tendo safra o ano inteiro

Ritinha Oliveira

18

Marina Campelo

Queria ser macieira

Que dá a fruta do pecado

Perfumada e saborosa

Deixou Adão enfeitiçado

E esse, com desejo e afã,

Com Eva comeu a maçã

E do céu foi degredado.

Marina Campelo.

19

Se eu fosse uma árvore

O meu pai seria o chão

Da serra do Araripe

Onde fica o meu torrão

Seria o "pé de pequi"

Pequizeiro Cariri

Corpo, alma e coração!

Lindicássia Nascimento, Barbalha CE.

20

Digo com toda certeza

q'eu seria um pé de acerola

porque é rico em vitamina "c"

e o seu fruto é show de bola

e se o resfriado for precoce

rapidinho ela cura a tosse

e bem ligeiro manda embora

George kelé.

21

Se fosse pra escolher

Entre tantas, eu queria

Ser um pé de umburana

Que tem a casca macia

Pra o trabalho artesanal

Não existe outro igual

E todo mundo aprecia.

Jerismar Batista

22

Um pezinho de café

Muitas sementes botar

E torrado em grãozinhos

No caco depois pilar

E ser bebido quentinho

Sendo o seu paladar.

Interagindo com Dalinha.

De mim sempre lembrar

Vou ser o seu paladar.

Francisco De Assis Sousa.

*

Obrigada poetas e poetisas que participaram dessa Ciranda de Versos, no Conversa de Calçada Virtual. Meu carinho e meu abraço para todos.

Interação proposta por Dalinha Catunda.

 

 

domingo, 25 de agosto de 2024

QUEM NO MUNDO LHE BOTOU PRECISA SER BEM TRATADA


QUEM NO MUNDO LHE BOTOU

PRECISA SER BEM TRATADA

*

O marternar é papel

Que confere santidade,

Mas mexe na sanidade

Porque o mundo e cruel,

É como fazer rapel

Sem a corda apropriada,

É virar noite acordada

Porque seu bebê chorou.

QUEM NO MUNDO LHE BOTOU

PRECISA SER BEM TRATADA

*

Na engrenagem desse mundo

A mãe e peça central

Desde o instante crucial

Tem o fazer mais profundo

Não distancia um segundo

Porque se torna morada

Sem a rede apropriada

Se cala, nunca cobrou.

QUEM NO MUNDO LHE BOTOU

PRECISA SER BEM TRATADA

*

Ela é senhora da vida

Nós só nascemos por ela

Pintá-la numa aquarela

Não diz o quanto é querida

E nem quão comprometida

E toda a sua jornada

Com olheiras, mal cuidada

Porque se auto anulou

QUEM NO MUNDO LHE BOTOU

PRECISA SER BEM TRATADA

*

Gravidez e puerpério

Representam uma jornada

Em que é abandonada

Isso é algo muito sério,

Pois sem ter um refrigério

Pra se sentir amparada,

E não vislumbrando nada

Muita mulher se entregou

QUEM NO MUNDO LHE BOTOU

PRECISA SER BEM TRATADA

*

Mote: Dalinha Catunda

Glosa de Nilza Dias

Trazendo para o Cordel de Saia as boas parcerias

dalinhaac@gmail.com


terça-feira, 20 de agosto de 2024

Cordel e Teatro com Dalinha Catunda




CORDEL NO TEATRO
Ontem, dia 18/08, eu Dalinha Catunda, estive no Cine Teatro SESC Copacabana atuando, ao lado de Edmilson Santini a convite de João Pedro Fagerlande. Introduzir a literatura de cordel em novos espaços na cidade do Rio de Janeiro me deixa feliz e animada. Os convites vão chegando dos mais diversos lugares: Museus, institutos, escolas, shopping e feiras.
É gratificante propagar nossa cultura na Cidade Maravilhosa onde tantos nordestinos escolheram para morar. Só tenho a agradecer e dividir com os amigos e parceiros virtuais e os amigos do dia a dia.
Dalinha Catunda

Idealizadora e responsável por administrar o blog Cordel de Saia. dalinhaac@gmail.com



 

sábado, 17 de agosto de 2024

Dalinha e Santini no SESC de Copacabana


 

Cordel no SESC de Copacabana

Com Dalinha Catunda e Edmlson Santini

Estaremos amanhã, dia 18 de agosto, as15H, no SESC Copacabana. Eu, Dalinha Catunda e Edmilson Santini, com nossas performances e muita alegria. Com declamações, rimas e versos, apresentando o mundo encantado da nossa literatura de cordel, interagindo com o público com cirandas de versos e muito mais.

  É uma oportunidade e tanto de presenciar e saber mais sobre cordel.

Convido a todos vocês para esse evento, que tem a curadoria de João Pedro Fagerlande e com entrada é gratuita.

Dalinha Catunda

Gestora e idealizadora do Cordel de Saia

Contato: dalinhaac@gmail.com

quarta-feira, 10 de julho de 2024

CARTA-CORDEL RESISTÊNCIA


 

CARTA-CORDEL RESISTÊNCIA

1

Paraty foi para nós

Um motivo de alegria.

Lá na Casa do cordel,

Com o IPHAN acontecia

Uma das grandes conquistas,

Empolgando cordelistas,

Bela festa promovia.

*

“O que era doce acabou,”

Só por falta de orçamento!

A primeira salvaguarda

Foi um marcante momento.

Essa majestosa ação,

Hoje sem continuação,

Nos traz tristeza e tormento.

*

Vai aqui o meu lamento,

Mais do que reclamação,

Pois desse descaso todo

Falo com reprovação!

Em defesa do cordel,

Que faz bonito papel,

Mas “tá” fora da inclusão.

(Dalinha Catunda)

02

Poetas estão vivendo

Sem fé e sem esperança,

As autoridades não

Nos passam confiança,

Nessa situação crítica

Não vemos uma política

Voltada pra liderança.

*

O IPHAN proporcionou

Bons momentos de alegria,

Reconhecendo o cordel

Com muita sabedoria.

Mas logo decepcionou

Quando a verba nos negou

para o transporte e estadia.

*

Agora nos resta então

Lutar com inteligência,

Para tentarmos vencê-lo

Precisa resiliência.

O cordel rico em cultura

Tem sua desenvoltura

Sempre conquista audiência.

(Erinalda Villenave)

03

Se a FLIP é uma Festa

Poético-literária,

Com a presença do Cordel

Tornou-se quase lendária,

Por que no melhor do jogo,

Senhor IPHAN negou fogo,

Negando nossa diária?

Com isso o próprio vai contra

A tudo que apregoou,

No decorrer da campanha,

Quando o Cordel se tornou

Nosso vivo patrimônio.

Dizei-me, cá, Santo Antônio:

Será que o IPHAN se enganou?

Ou será que optando

Pelo descaso, atitude

Nada louvável, acredita

Que aos Cordelistas ilude?

Antônio, meu Santo Forte,

Que sempre nos dá um norte,

Clamo em Cordel: Nos ajude!

(Edmilson Santini)

04

Um Governo progressista

Não nega a identidade!

Ainda mais quando este

Contribui pra igualdade...

Pois que sendo inclusivo

Na cultura ver motivo

No aprimorar da verdade.

*

Meu cordel é patrimônio

O Governo acionista!

Como pode o burocrata

Ignorando a conquista,

Negar o direito certo

A quem batalhou esperto

Qual pena do cordelista?!

*

Negar estes subsídios

É o congelar do encanto

Dos fazedores das artes

Que além de verso, é canto

Pois que nos basta apoiar

Para a vida mergulhar

No embalo do acalanto.

(Severino Honorato)

.

05

O IPHAN abriu as portas

para o cordel se abancar,

dando força ao cordelista

para poder trabalhar

e nos chamou detentores

com direitos — sem favores —

e agora quer nos tirar?

*

Nos anos anteriores

trabalhamos a contento,

agora estão nos negando

com um raso argumento,

— isto ao artista, exacerba —

quando alegam não ter verba

pra custeio do orçamento.

*

O cordel é patrimônio

registrado em dossiê.

E isto, meu caro IPHAN,

quem nos deu, fora você.

Lembra, dois mil e dezoito,

seu entusiasmo afoito

recebendo o comitê?

(Zé Salvador)

06

Faltou dinheiro na FLIP,

Pro Cordel houve escassez,

Eu fiquei contrariado,

Cortaram na minha vez.

Deve ser ordem Doutor,

Mas não sei qual o Setor

Do Governo que isto fez.

*

De ter ido ano passado,

Perdi a oportunidade,

Passei mal cheio de dor.

Tinha lugar na Cidade...

Fui chamado de faltoso,

Um nome nada honroso,

Nada bom na minha idade.

*

O Relógio nunca volta,

Nós não vamos reclamar

Nestes Versos em conjunto

Temos chance de tentar,

Não mostrando mansidão,

Mas fazendo Petição

Para o Cordel divulgar.

(José Franklin da Silveira)

07

Por isso tudo, o Cordel,

De importância nacional,

Patrimônio da Cultura

Na FLIP, tradicional,

Precisa de prioridade

Em Paraty, a cidade

Da Feira internacional

*

Precisamos de conquistas,

De suportes: acolhida

De palco, mesa e debate;

De estadias, e comida

Dignidade, estrutura

Pra não causar ruptura

Porque é essa a nossa lida.

*

Cobramos dos responsáveis

Apoio, cumplicidade,

Atenção especial

A esta especialidade,

Aos líderes nordestinos,

Entregamos os destinos

Pra findar a crueldade.

(Cilene Oliveira)

08

O IPHAN parece negar

O Registro oferecido

Pois a FLIP sendo cortada

O Poeta é agredido.

Só andamos para trás

Assim, tudo se desfaz.

O valor desconhecido.

*

É preciso gritar alto.

Marcar nossa posição.

Cordel é literatura,

Conquistamos o bastão.

Dela, somos detentores

E não queremos favores,

Não pode cair ao chão.

*

O poeta cordelista

Merece maior respeito.

A continuar assim,

Cultura não terá jeito.

A Feira FLIP é todo ano

Não somos qualquer fulano.

O Cordel tem seu conceito.

(Rosário Pinto)

Fim

dalinhaac@gmail.com

quarta-feira, 19 de junho de 2024

SÃO JOÃO E SUAS TRADIÇÕES


 

SÃO JOÃO E SUAS TRADIÇÕES

1

Quando chega o mês de junho

Tem festa e animação,

De Santo Antônio e São Pedro,

Também a de São João.

É festa no mês inteiro,

E ninguém perde o roteiro

Nos trilhos da tradição.

2

Estes festejos juninos

Vieram de Portugal.

Por aqui eles chegaram

No tempo colonial,

E seguindo a tradição

A festa de São João,

Das três é a principal.

3

No dia treze de junho

Fica animado o terreiro.

A mulherada se apega

Ao Santo casamenteiro.

O famoso Santo Antônio!

Para arrumar matrimônio,

E se casar mais ligeiro.

4

Já vinte nove de junho,

De São Pedro é o dia.

Patrono dos pescadores,

É de barco a romaria,

É protetor das viúvas,

É também quem manda chuvas!

Da chave do céu é guia.

5

Essa festa dos três santos

De juninas são chamadas,

Por que é no mês de junho,

Que elas são celebradas.

No Brasil a tradição,

Tomou conta da nação,

Tem festas bem afamadas.

6

Numa junção de cultura

Foram chegando parceiras.

Dos indígenas herdamos

O costume das fogueiras.

Os zabumbas e tambores,

Da África são valores,

Como a dança e brincadeiras.

7

Tem festa grande em Barbalha,

Chamada pau da Bandeira.

O chá da casca do pau

É simpatia certeira.

Se a moça com fé tomar,

Santo Antônio, vai casar!

E adeus vida de solteira.

8

A Maior festa do mundo

Em louvor a São João.

É a de Campina Grande!

Digo com satisfação.

Tem Caruaru também,

Mossoró, e vou além,

São Luiz no Maranhão.

9

No Estado do Piauí,

Se destaca Teresina.

E no Ceará inteiro

Não falta festa junina,

Na praia, serra e sertão,

Tem festa pra São João,

E o povo todo se anima.

10

Acompanham essas festas,

Em suas celebrações,

Comidas e danças típicas,

Bebidas, roupas, balões.

Temos também as fogueiras!

Variadas brincadeiras,

Nesse rol de tradições.

11

E na dança da quadrilha,

É matuto o casamento.

Tem o padre e tem juiz,

Prestigiando o momento.

Inda tem o delegado,

Para casar obrigado,

O noivo que é marrento.

12

Hoje pra dançar quadrilha,

Tem luxo e muita beleza,

Tem a seda e muito brilho,

Ostentação e riqueza,

Tem muita competição,

Nem parece o São João!

Com a sua singeleza.

13

Quadrilha tradicional:

Tem vestidinho de chita,

Rapaz com calça emendada,

Moça com laço de fita,

Cantiga de Gonzagão,

Fazendo a animação,

A tradição é bonita.

14

O gritador de quadrilha,

Sai gritando: - olha a cobra!

Os brincantes fingem medo,

Mas a cena se desdobra.

- Olha a chuva:- é mentira!

A noite inteirinha vira,

Com animação de Sobra.

15

Na indumentária não falta,

Para compor, um chapéu.

Os grupos vão animados

Dançando de déu em déu.

Ainda existe balão,

Mas só na decoração!

Não pode mais ter no céu.

16

Já não tem mais aluá

Como tinha no sertão.

Ainda tem com fartura,

O afamado quentão,

Bebida tradicional,

Nas barracas do Arraial,

Que mantem a tradição.

17

Nas guloseimas da festa:

Milho cozido e assado,

Tem canjica e tem pamonha,

Tem amendoim torrado,

Bolo de milho e cuscuz,

É comida que seduz,

Em todo e qualquer condado.

18

Pé de moleque e pinhão,

Cachorro-quente também,

A paçoca e arroz-doce,

Nas barracas sempre tem.

Tem bolo e tem tapioca,

E saquinho com pipoca,

Não falta para ninguém.

19

Muitas são as brincadeiras

Para o povo que é brincante:

Tem argola e pescaria,

E tem correio elegante,

Pau-de-sebo e simpatia,

Alimentando alegria,

Que faz a festa importante.

20

 A Barraquinha do beijo

É muito bem frequentada!

Nela uma moça bonita,

E sempre bem-humorada,

Faz papel de beijoqueira,

É quem faz a brincadeira,

E bom dinheiro arrecada.

21

Nos enfeites das barracas

Para chamar atenção,

Bandeirinhas penduradas,

Vão mantendo a tradição.

Chamando atenção das gentes,

Colorindo os ambientes,

Na festiva ocasião.

22

Em todo Brasil nós temos

Quadrilha bem diferente.

Umas são contemporâneas,

Outras como antigamente.

Geração a geração,

Ocorre a transformação,

Mas sem quebrar a corrente.

23

Pelas mãos dos portugueses,

A semente foi plantada.

Aqui em nosso Brasil

Foi muito bem semeada.

Hoje na nossa cultura,

Temos São João com fartura,

Seguindo em grande jornada.

24

Nesse meu cordel falei,

Das festas de São João.

Sobre festejos juninos,

Repassei a tradição,

Retirando da memória,

Retalhos da minha história,

Vivida lá no sertão!

*

Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com