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terça-feira, 28 de junho de 2011

Oficina Cordel de Saia

                                                     Oficina CORDEL DE SAIA 
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 Cordel de Saia, com Rosário Pinto e Dalinha Catunda realizou oficina na Escola Municipal Sacurá, Teresópolis, em 27 de junho de 2011.
O convite partiu da professora Maria Helena Santos, com o aval da diretora Solange Dias.
As turmas eram de alunos do 6º e 7º período.
Nossa proposta foi apresentar um panorama da história da literatura de cordel – suas origens; chegada ao Brasil; sedimentação no Nordeste e, chegando ao Sudeste por meio de poetas que migraram em busca de melhores condições de vida e de trabalho, na primeira metadedo século XX.
Para estas turmas de alunos na faixa etária dos 9 aos 13 anos, ainda iniciando a formação de conhecimentos gramaticais e literários, optamos por dar maior evidência a:
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1. Situar a literatura de cordel - desde os seus primórdios até nossos dias;
ênfase ao caráter de oralidade da poesia de cordel em seus primórdios. Oriunda do canto, das canções infantis, cantigas de roda lendas e histórias contadas desde os tempos de seus avós e episódios locais;
2. Apresentação  do folheto - sua formatação gráfica e ilustração das capas – tamanho; capas em desenho, cartazes de cinema, cartões postais e xilogravuras;
3. Estruturação - as quadras, trovas e sextilhas, com métrica e rima;
Ex.: Quadra – estrofe de quatro versos de sete sílabas, rimando o 2º com o 4º (ABCB), podendo ter o sentido complementado em outras quadras.

Eu que sou uma aprendiz - A
Fico na observação - B
Escrevendo minhas quadras - C
Com amor e emoção - B
(Rosário)

Da roseira nasce a rosa,
Que antes foi um botão -B
Mas depois que a rosa murcha
As pétalas caem no chão. – B
(Dalinha)

Ex.: Trova – estrofe de quatro versos de sete sílabas, rimando o 1º com o 3º e o 2º com o 4º (ABAB), dando-lhe um sentido completo.

Cordel de Saia pretende – A
Agregar as cordelistas – B
A mulher, quase duende! - A
Expondo suas conquistas – B
(Rosário)

Cuidar bem da natureza - A
Sei que é nossa obrigação – B
Vamos pensar na beleza - A
De não ter poluição – B
(Dalinha)

4. Sextilhas – estrofe de 6 versos (sextilhas) e, 7 sílabas métricas – rimando o 2º com o 4º e com o 6º – esclarecer para o aluno a diferença entre sílaba gramática e métrica. Ex:

O sol ilumina o dia
E aquece nosso planeta
É chamado de astro rei,
Ele se vê sem luneta
Aprendi esta lição
Foi com a tia Julieta.
(Dalinha)

Durante o mês do folclore
É sempre tempo de festa
Tem brinquedo e brincadeira
Mas também tem a seresta
Canções, rezas e benditos
E histórias da floresta
(Rosário)

5. Métrica - medida, o tamanho de cada verso
Ex.: 7 sílabas métricas (sílabas fonológicas, não morfológicas):
Ex.: Cor/del/ é/ li/te/ra/tu/ra – 7 sílabas métricas, finalizando na última sílaba tônica ou seja, a sílaba mais forte;
6. Estrofação – as várias modalidades de estrofes – quadras, sextilhas, setilhas, décimas e outras modalidades;
7. Oração – o encadeamento dos versos, composição com princípio/meio e fim. Esta orientação serve para inserir conteúdos também de textos em narrativa;
8. Riqueza de expressão – cuidado no uso de expressões poéticas;
9. Permanência – observar a permanência dessa forma de expressão poética que chegou ao Brasil, na bagagem dos primeiros colonizadores e atravessa os tempos;
10. Importância – constatar a pertinência do uso da literatura de cordel como ferramenta adicional no âmbito escolar evidenciando o caráter lúdico e atual, podendo ser utilizada por professores em todas as disciplinas da grade escolar;
11. Motivação - despertar nos alunos face às múltiplas possibilidades de busca em feiras populares e em sites e blogs na internet; despertar o interesse criativo, objetivando extrair do aluno temas de seu dia a dia;
12. Estímulo a pesquisa - realizar buscas na internet, como ferramenta de trabalho, em sites e blogs específicos para a realização de suas tarefas;
13. Temáticas/assuntos - abordar assuntos de interesse do aluno e de seu grupo;
14. Cotidiano – relato da vida diária de cada um (a família / a escola/ o bairro / a cidade / interesses pessoais;
13. Fatos mais recorrentes - nas mídias (rádio / televisão / jornais/ etc.);
14. Notícia (o poeta como repórter dos fatos ocorridos, hoje, o poeta não é mais a fonte de informação como no passado, ele analisa a notícias e faz uma espécia de crônica opinativa);
15. Olhar do poeta – o poeta é um sagaz observador da realidade que o cerca e do mundo, sempre atento a tudo que se passa a sua volta e no mundo.

Expectativas pedagógicas:
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despertar o interesse pela leitura em todos os seguimentos;
despertar o espírito de composição narrativa e poética;
formação de novos leitores e, quem sabe, escritores e/ou poetas.
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A oficina foi ministrada por Rosário Pinto e Dalinha Catunda do Cordel de Saia
Navegue ainda:
http://cantinhodadalinha.blogspot.com
http://rosarioecordel.blogspot.com
Não deixe de consultar para ampliar suas pesquisas os sites:
www.cnfcp.gov.br
www.ablc.com.br
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5 comentários:

  1. Esplêndido!!! Essa cultura precisa ser difundida e ensinada.
    Léo - Daqui de Pitangui.

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  2. Léo,
    Obrigada pela visita e pelo apoio a Literatura de cordel.
    Um abraço,
    Dalinha

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  3. Oi Dalinha,
    me encantei com esta proposta, adoraria poder promover uma destas oficinas em Pitangui. Quem sabe,hein!?
    Desejo-lhes sucesso.

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  4. Olá Licínio,
    Obrigada pelo apoio. Pode planejar e nos convidar, iremos com o maior prazer.
    Bjs,
    rosário

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  5. Olá Licínio,
    Sei que você é professor e gosta da literatura de cordel, dois bons motivos para futuramente promover uma oficina. Que bom que você gostou!
    Obrigada pelas visitas,
    Um abraço,
    Dalinha

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