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terça-feira, 29 de março de 2011

FUXICO DE MULHER

  FUXICO DE MULHER - uma peleja virtual:
Dalinha Catunda e Rosário Pinto

01
Dalinha
Deus quando veio ao mundo,
Não foi por divertimento.
Viajou léguas e léguas
No lombo de um jumento.
E morreu crucificado,
Pra nos livrar do pecado
E de tanto sofrimento.
02
Rosário
Quisera acreditar,
Neste menino que veio
Somente pra nos salvar.
Porém não deixou esteio,
Suficiente no mundo
Tudo parece infecundo
Vivemos no desnorteio.
03
Dalinha
Querida amiga Rosário,
Preste muita atenção:
Quem não acredita em Deus
Acende vela pro cão,
Vive fazendo despacho
Correndo atrás de macho
Mas sem achar solução
04
Rosário
De macho estou fugindo.
Hoje já me aborreci
Fiquei brigada com Deus
Mas já me arrependi
Com um cabra arrogante
Que parece um purgante
De frente hoje bati.
05
Dalinha
Deus não tem nada com isso
Amiga eu vou lhe dizer:
Sujeitinho desta laia
Eu sei botar pra correr
Mando logo se catar
Procurar o seu lugar
E não deixo me ofender.
06
Rosário
É o que quero fazer
Correr com ele na peia.
Para isto viro macho!
O sangue corre na veia,
Segue todo para a língua,
Mas não quero nadar a míngua
Pra depois morrer na areia.
07
Dalinha
A mulher não é escrava,
E merece atenção.
O sujeito que é homem
Nunca perde a razão
Leva a mulher é no papo
e nunca vem com sopapo,
contorna a situação.
08
Rosário
Há os que perdem a cabeça
O rumo e o caminho
Destes, eu quero distancia,
Pois só gosto de carinho
Mas sendo inteligente,
Logo conquista a gente
No seu peito eu me aninho.
09
Dalinha
Não precisa trazer flores
Nem tampouco adular.
Basta ter sinceridade
E carinho para dar.
Mulher quer é atenção
E ser feliz no colchão
Com aquele que é seu par.
10
Rosário
Que homem é bicho bom,
Nem precisa discutir.
E unindo-nos a eles
Tudo vem a confluir.
No rala e rola da cama
A paixão que vira chama
É arte a seduzir.
11
Dalinha
No jogo da sedução
Na arte de bem amar
Um casal que se entende
Não tem do que reclamar
Namora a luz da lua
Sai de mãos dadas na rua,
E nem pensa em brigar.
12
Rosário
Namorar à luz da lua?
É gostoso pra "daná"
E se for lá Brasília
Tem Lago Paranoá
Vestida de lua cheia
Envolvida numa teia
Armo a rede para amar.
13
Dalinha
Um casal enamorado,
Amando-se ao luar.
É uma cena tão sublime
Quem não quer vivenciar?
Tudo se torna magia
e a gente se contagia
Conjugando o verbo amar.
14
Rosário
Conjugar o verbo amar,
É tarefa formidável.
Realizar a ação
É muito mais agradável.
Um amor arrebatado
E bastante apimentado
Juro,é irrecusável!
15
Dalinha
Esta peleja começou,
Com Deus e o diabo no meio
Falando em violência
Mas o amor sobreveio
Pra alegrar o coração
E mostrar que a emoção
É nosso maior esteio.
16
Rosário
Quando às vezes nos sentimos
Sozinhos, abandonados,
Nessas horas precisamos
Ficar firmes e agregados
Saber que o homem é capaz
De esquecer o satanás
De amar e ser amado
17
Dalinha
Amar e Ser bem amado
É uma boa pedida.
A mulher acima de tudo
Deve ser é compreendida.
E ao sentir-se amada
Deixa de ser malcriada
Pra viver melhor a vida.
18
Rosário
É assim que deve ser
Seja homem ou mulher,
Entre duas criaturas
O amor deve ser mister.
Amar é fundamental
Amor é sempre plural
Ser dois em um, quem não quer?
19
Dalinha
Nossa peleja foi boa,
Amiga pode apostar,
Brigando ou acertando,
O homem tem seu lugar
Sou um tanto encrenqueira
Porém sou boa parceira
É isso que diz meu par.
20
Rosário
Cara amiga Dalinha,
Aqui não é diferente.
Sou ótima camarada,
Sou uma mulher presente,
Encaro guerra e bonança
Sem perder a esperança,
Tentando ser competente.
21
Dalinha
Sendo assim cara Rosário,
É hora de terminar
Esse nosso combate,
Esse nosso pelejar.
Que chega ao seu final
Neste mundo virtual
Que queremos conquistar.
22
Rosário
Se é assim que você quer
Não vou dizer que não.
Já estou me retirando
Com a sua permissão.
Agradeço a parceria
Que me trouxe alegria,
E Salve a computação!
FIM
Rio, janeiro de 2011
Veja mais em:
http://rosarioecordel.blogspot.com
http://cantinhodadalinha.blogspot.com

O QUILOMBO DO ENCANTADO


 Amigos estou repassando o convite de Marcos Mairton do blog: http://www.mundocordel.com/ importante parceiro do blog Cordel de Saia.

Caros amigos,

Devido a problemas com os anexos para alguns e-mails, repito a mensagem sobre a noite de autógrafos do meu livro "O Quilombo do Encantado", a se realizar no Centro Cultural Oboé, em Fortaleza, na Rua Maria Tomásia, 531, perto do Shopping Del Paseo, dia 05 de abril de 2011a partir das 19:30.

Os que já estiveram em eventos anteriores e quiserem comparecer novamente dar-me-ão (ô negócio bonito é uma mesóclise!) alegria em dobro!
Abraços.

Marcos Mairton
Texto e foto de Marcos Mairton
Visite também: www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.rosarioecordel.blogspot.com 

segunda-feira, 28 de março de 2011

UM CANTO PARA DALINHA

IVAMBERTO ALBUQUERQUE
UM CANTO PARA DALINHA

Dalinha Catunda
Nasceu em Ipueiras
Criada com carne de sol
E raiz de macaxeira.
É uma dama do cordel
Pra ela eu tiro o chapéu
Eita! Poeta guerreira!

Distante da sua terra,
Mas a lembrança ficou
Cristalizada na alma
E o tempo não apagou.
Hoje com muita alegria
Ela transforma em poesia
A página que o tempo levou.

Nesses tempos modernos
Entre o passado e o presente
Ela lida com os dois
Com seu jeito irreverente
Vai seguindo a tradição
Buscando inovação
Sem esquecer da sua gente.

 Texto de Ivamberto Albuquerque- cadeira nº 31 da ABLC
Foto:Dalinha Catunda
Visite também: www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.rosárioecordel.blogspot.com

SOBRE PLENÁRIAS


SOBRE PLENÁRIAS

O Presidente da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira da Silva depois de fundamentados clamores optou pela continuação das Plenárias na sede da ABLC em Santa Tereza.
Assim sendo, as plenárias continuarão acontecendo todo terceiro sábado de cada mês na Rua Leopoldo Fróes, 37- Santa Tereza- Rio de Janeiro.
Gostaria de acrescentar ao colegiado que tanto na primeira nota, como na que agora efetuo, estou postando o pensamento e a decisão nosso presidente sem interferências minhas.
Cordialmente
Dalinha Catunda

Texto Dalinha Catunda
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www.rosarioecordel.blogspot.com

quinta-feira, 24 de março de 2011

ABLC - PARCEIRA DA CORDELTECA DE SABARÁ

Cordelteca de Sabará

Foi inaugurada em 4 de julho de 2010 uma biblioteca especializada em cordel, a Cordelteca de Sabará.
A Cordelteca é uma iniciativa da Borrachalioteca e terá seu acervo inicial formato por mais de mil folhetos de diversos autores, doados por diferentes pessoas e instituições e contará ainda com acervo de livros sobre cordel e literatura popular brasileira. A decoração do espaço será com motivos da cultura popular, como xilogravuras e artesanato.

São parceiros apoiadores da Cordelteca:
- ABLC: Academia Brasileira de Literatura de Cordel
- o cordelista e gravurista J. Borges
- o cordelista Olegário Alfredo

Texto originalmente postado no: www.cordeldeminas.blogspot.com
Visite também: www.cantinhodadalinha.blogspo.com
www.cordelerosario.blogspot.com

quarta-feira, 23 de março de 2011

II Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria


II Encontro de Poetas Populares e Rodas de Cantoria
A Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC realizou nos dias 17, 18 e 19 de março o II Encontro de Poetas Populares e Rodas de Cantoria. O projeto, idealizado por Fernando Assumpção, teve sua primeira edição em 2009. Financiado pela Secretaria de Estado e Cultura do Rio de Janeiro, contou com a parceria do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/CNFCP/Iphan/MinC, que ofereceu as instalações do auditório do Museu de Folclore Edison Carneiro, nos dias 17 e 18.
Em 2011, foram realizadas duas oficinas: com Sepalo Campelo e Mestre Campinense; os debates tiveram a participação dos poetas: Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da ABLC; Mestre Manoel Monteiro, de Campina Grande, PB, que foi homenageado como o poeta do ano de 2010; Maria Rosário Pinto; Dalinha Catunda; João Batista Melo e, Ivamberto Albuquerque.
A Roda de Cantoria ficou por conta do poeta Chico Salles, que apresentou os ritmos côco, baião e xaxado.
Dia 19, por ocasião da Sessão Plenária, ouvimos a palestra da poeta Dalinha Catunda sobre a vida e obra de seu patrono Juvernal Galeno; Manoel Monteiro foi condecorado, pelo presidente, com a Medalha Leandro Gomes de Barros. Também foi oferecida à Madrinha Mena, a Medalha Rogaciano Leite, patrono dos beneméritos da ABLC.
A reunião contou com a participação do colegiado do Rio de Janeiro e com a destacada presença do poeta Moreira de Acopiara, radicada em São Paulo, que veio trazer o seu abraço ao homenageado Manoel Monteiro.
CLIC nos links abaixo para ler as notícias veiculas no período:

terça-feira, 22 de março de 2011

ABLC - TARDE FESTIVA EM SANTA TEREZA

Gonçalo Ferreira da Silva presidente da ABLC entregando a medalha Leandro Gomes de Barros ao Mestre Manoel Monteiro
Rosário Pinto, Fernando Assumpção, Dalinha Catunda, Sepalo Campelo e o Presidente da ABLC Gonçalo Ferreira da Silva
Madrinha Mena Recebendo a medalha Rogaciano Leite pelas mãos de Chico Salles
 Moreira de Acopiara, Manoel Monteiro, Dalinha Catunda, Valentina Monteiro e Madrinha Mena
Dalinha Catunda, Madrinha Mena e Manoel Monteiro
Moreira de Acopiara, Gonçalo Ferreira, Dalinha Catunda,Sepalo Campelo,Manoel Monteiro, Rosário Pinto e Victor Lobisomem

ABLC EM CLIMA DE FESTA

ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, abre com chave de ouro a programação de 2011 fazendo uma concorrida plenária.

O presidente Gonçalo Ferreira da Silva às 16:00, em ponto, toca o tradicional chocalho chamando os presentes a ocuparem seus lugares, em seguida faz o típico discurso inicial.

A Plenária começou com minha palestra sobre Juvenal Galeno homenageado do dia, patrono da cadeira 25 da ABLC hoje ocupada por mim, Dalinha Catunda.

Manoel Monteiro cordelista de renome, considerado o cordelista do ano de 2010, chegou acompanhado de sua simpática filha Valentina para receber a medalha Leandro Gomes de Barros e a todos encantou com suas simples, porém mágicas palavras.

Madrinha Mena, a madrinha dos poetas do Brasil, foi agraciada com a medalha Rogaciano Leite, pela sua dedicação, pelo seu empenho em manter a Academia sempre viva e atuante desde seu difícil início.

Quero ressaltar a importante presença do poeta Moreira de Acopiara membro da ABLC, cearense radicado em São Paulo que também nos presenteou com suas oportunas palavras.

A reunião seguiu em clima de alegria onde os poetas da casa e convidados um após o outro iam sendo chamados a participarem do evento.

Fechando a plenária tivemos a palavra da acadêmica Maria Rosário Pinto e do benemérito Fernando Assumpção discorrendo sobre o Encontro com Poetas e Rodas de Cantoria e o sucesso alcançado. E finalmente a fala Sepalo Campelo nobre acadêmico responsável pela pauta da plenária.

Caros amigos, a ABLC há bastante tempo vem trabalhando arduamente em prol do cordel e hoje vejo com alegria que os frutos começam a aparecer e muitas outras safras ainda virão.

Texto e fotos de Dalinha Catunda
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segunda-feira, 21 de março de 2011

Fotos da Segunda Parte do II Encontro Com Poetas Populares e Rodas de Cantoria

O Cordelista, cantor e compositor Chico Salles fechando com seu canto o evento
Os cordelistas palestrantes: João Batista, Dalinha Catunda e Ivamberto Albuquerque
Mestre Campinense iniciando sua oficina
Fernando Assumpção, idealizador do projeto, ao lado de mestre Azulão
A cordelista Rosário Pinto que participou em todas as etapas do projeto
.
Amigos, o projeto de Fernando Assumpção, aqui no Rio de Janeiro, foi um grande marco na história do cordel. Tivemos as importantes presenças de Manoel Monteiro, Moreira de Acopiara e Moraes Moreira.

 Encontro com Poetas e Rodas de Cantoria II
(Dia 18-03-2011)
O encontro com poetas,
E roda de cantoria.
Chega ao segundo ano,
Trazendo mais alegria.
A história do cordel
No seu virtual papel,
É arte que contagia!
*
Chico Sales, Sergival
Entram com animação,
Cantando côco e xaxado,
E pra completar baião!
Campinense na oficina,
É o mestre que ensina,
Pois conhece a profissão.
*
Dalinha Catunda vem,
Com o poeta Ivamberto,
Com João Batista Melo,
E neste encontro aberto
Cada um com sua cultura
Mostrando a literatura,
De cordel que deu tão certo.
*
O dia está chegando
Amigo preste atenção
Não percam este projeto
De Fernando Assumpção
Que é parceiro dos poetas
E uma de suas metas
Consiste em divulgação.
*
Texto de Dalinha Catunda
Fotos de Dalinha Catunda
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sexta-feira, 18 de março de 2011

Fotos do II Encontro Com Poetas e Rodas de Cantoria

Dalinha Catunda, Manoel Monteiro e Rosário Pinto
Fernando Assumpção debatendo com  Sepalo Campelo

Manoel Monteiro, Gonçalo Ferreira da Silva e Rosário Pinto
Mestre Azulão encantando a platéia
 Amigos,
Aqui as fotos da primeira parte do Encontro que foi sensacional!!!
Amanhã tem mais, não deixem de prestigiar.
Encontro Com Poetas e Rodas de Cantoria II 
(17-03-2011)
*
O Encontro com poetas,
E rodas de cantoria
Terá Sepalo Campelo
Na oficina do dia
Ensinando com prazer,
Pra quem quiser aprender
A popular poesia.
*
O presidente Gonçalo
Que no nome Silva tem,
Junto a Manoel Monteiro
E Maria Rosário também
Falarão sobre cordel
E o importante papel
Como ao cordel convém.
*
Na hora da cantoria
Vai ser grande a animação
Pois quem vai comandar
É o mestre Azulão
Um vate bem engraçado
Que entende do riscado
Por isso preste atenção.
*
Texto e fotos de Dalinha Catunda
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e www.rosarioecordel.blogspo.com

quarta-feira, 16 de março de 2011

PROTESTO DE MULHER!

 Olá amigos,
Estarei no "Encontro com poetas e Rodas de Cantoria" falando do Cordel nas novas mídias, da mulher no cordel, enfim, deste cordel que não se acanha e sai do Nordeste na bagagem e no coração do nordestino que hoje faz o cordel brilhar em todo e qualquer espaço.
O endereço do evento pode ser visto no convite. A entrada é franca. Teremos muito prazer em receber os amigos neste encontro por isto convido-os a conferir este movimento em prol do cordel.
Sou Dalinha Catunda, membro da ABLC. cadeira 25 que tem como patrono o poeta e folclorista cearense Juvenal Galeno.
PROTESTO DE MULHER
Em oito pés de Quadrão
Vou cantar preste atenção
Não venha dizer que não
Que não vou lhe obedecer.
Eu sou cria nordestina
E canto desde menina
Meu canto é minha sina.
Dispenso seu parecer.
*
Você que se diz poeta,
Do repente um atleta
Dono de obra completa
Que segue a tradição.
Você que dá nó em tripa
Em todos mete a ripa
Vá voar com sua pipa
Distante deste meu chão
*
Não venha meter colher,
No meu canto de mulher
Que canta como bem quer
Sem nunca se acanhar.
Sei que não sou repentista,
Sou um tanto anarquista
Mas se eu estou na pista
Não cheguei para apanhar
*
Eu não sou desaforada,
Nem tão pouco afamada
Só sigo a minha estrada.
Se quiser me acompanhar,
Eu digo: não sou novela!
Não caia nesta esparrela
Em mim você não atrela,
Pode o seu rumo Tomar.
*
Se você é sol sou lua
Que também hoje atua.
Meu canto levo pra rua
Já escapei do fogão!
Não fujo de cantoria,
Onde a dona poesia
Sai da boca de Maria
Que pisa firme no chão.
*
Homem deixe de besteira
Não estou de brincadeira
Meu canto não é asneira
Pra você me censurar
Deixe de ser egoísta
Com este canto machista
Vá baixando sua crista
Pois não vou lhe aturar
*
Em oito pés de quadrão,
Tomei minha decisão,
Fiz minha reclamação,
Pois o momento requer.
A mulher quer liberdade,
Pra cantar sua verdade
E ter na realidade
Seus louros como mulher!
*
Texto: Dalinha Catunda
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segunda-feira, 14 de março de 2011

A ORIGEM DO CORDEL NO ENCONTRO E NA RODA

Os versos A Origem do Cordel é de autoria do acadêmico da ABLC Ivamberto Albuquerque que também participará do II Encontro com Poetas e Rodas de Cantoria.
A ORIGEM DO CORDEL.
 *
Foi na oralidade
Que brotou nosso cordel
Na voz do cantador
Rapsodo, menestrel
Do semi-árido nordestino
Do  casebre campesino
Ao salão do coronel. 

Surgem as tipografias
Com um trabalho de artesão
Leandro Gomes de Barros
Faz a primeira impressão
Começa a literatura
De tradição e cultura
Com os motivos do sertão.

Mas a viola não parou
De tocar o seu baião
Acompanhando os cantadores
Nos confins do meu sertão
E o poeta de bancada
Fez da caneta espingarda
Defendendo  tradição.

No Brasil da ignorância
O cordel foi a  salvação
Divertiu e informou
E orientou  o cidadão
Muito humilde e explorado
Quase sempre castigado
Pelas secas do sertão.

As mulheres no cordel
Sempre fizeram bonito
Xica  Barroso e Tabana
Hoje cantão no infinito.
Mas Mocinha de Passira
Como uma agulha de safira
Vai ampliando seu grito.

Em nossa academia
No palco ou no plenário
Tem a Madrinha Mena
Tem a  Dalinha e a Rosário
Trabalhando noite e dia
No mundo da poesia
Sem troféu e sem salário.

Neste instante eu apelo
As elites da nação
A cultura de raiz
Merece mais atenção
Porque a mídia é só consumo
Não tem esquadro nem prumo
Para erguer um cidadão.

Nosso cordel tem assunto
Pra qualquer academia
Seja na literatura
Ou na antropologia
Costumes e tradições
Coronéis e lampiões
Eu deixo pra sociologia.

O encontro de poetas
E rodas de cantoria
É um projeto do Fernando
Com sua sabedoria
Ele traçou os itinerários
Convidou os operários
Das sendas da poesia.

Autor: IVAMBERTO
RIO DE JANEIRO
12-03-2011.
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Gonçalo Ferreira da Silva-Presidente da ABLC- Dalinha Catunda e madrinha Mena
Primeira Plenária - ABLC - Março de 2011
Plenária dedicada a Juvenal Galeno com palestra da Acadêmica Dalinha Catunda

Academia Brasileira de Literatura de Cordel/ABLC
Rua Leopoldo Fróes, 37-Santa Teresa
DATA: Sábado, 19 de março de 2011 as 16:00 hs
PAUTA: Homenagem a Juvenal Galeno, entrega de medalha a Manoel Monteiro e Madrinha Mena.

A plenária da ABLC, no sábado, 19 de março de 2011 será em homenagem a Juvenal Galeno patrono de Maria de Lourdes Aragão Catunda – Dalinha Catunda – que ocupa a cadeira nº 25. A Acadêmica discorrerá sobre o poeta e folclorista Juvenal Galeno nos brindando com uma rica palestra em homenagem a esse ilustre cearense.
Em seguida teremos a presença de Manoel Monteiro que veio da Paraíba para o Rio de Janeiro participar do Encontro com poetas e rodas de cantoria. O renomado cordelista receberá a principal comenda criada pela ABLC com a finalidade de premiar grandes vultos da literatura de cordel: O medalhão Leandro Gomes de Barros.
No decorrer da plenária Madrinha Mena, que tem sido uma figura marcante na vida da ABLC recebera a medalha Rogaciano Leite em nome de sua dedicação a essa entidade.
Teremos ainda como de praxe a palavra dos acadêmicos presentes manifestando-se sobre os variados assuntos, declamando, cantando, enfim, animando à tarde festiva em Santa Tereza.
Sendo a primeira plenária do ano onde os cordelistas e poetas se encontram depois de longo recesso e com tantas homenagens, com certeza teremos uma farta platéia sedenta de confraternização.
Assim sendo, a ABLC Academia Brasileira de Literatura de Cordel Convida os amigos e convoca os confrades para este evento especial.

Foto: Dalinha Catunda
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sexta-feira, 11 de março de 2011

II Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria

Desafio Dalinha X Rosário

 DALINHA X ROSÁRIO
Desafio entre Dalinha Catunda e Rosário Pinto
Rosário:
Convidei dona Dalinha
pra comigo pelejar
para nesse Informativo
Uma peleja postar
Ela aceitou de pronto:
A peleja tá no ar
Dalinha:
Querida amiga Rosário
Amiga de confraria.
Onde canta seu José
Tem vaga pra Sá Maria
Por isso vamos testar
Se estamos em sintonia
Rosário:
Já que você aceitou
Meu convite pra cantar
Cantaremos as mulheres
Em seus cordéis a fiar
Na peleja também tem
Mulher a desafiar
Dalinha:
As mulheres desafiam,
Desde a sua criação.
Eva lá no paraíso
Provocou o tal Adão.
E ele caiu direitinho.
Na gostosa armação.
Rosário:
Dalinha, pare com isto
Não é esta nossa prosa.
Aqui nestes nossos versos
Você só quer ser garbosa.
Mas este mundo tá cheio,
De mulheres talentosas.
Dalinha:
Não fujo d’uma peleja
Tô pro que der e vier
Se eu quero ser garbosa,
È só porque sou mulher
E não venha me dizer
Que você também não é!
Rosário:
No Ceará conhecemos
As mulheres cordelistas
Publicando seus folhetos
Começando a dar nas vistas
Rimando com maestria
Nunca perdendo as pistas
Dalinha:
Você também tá na pista,
Neste desafio virtual.
Pois o seu gosto por versos,
Nasceu lá em Bacabal
Juntinho com o seu pai
Em sua cidade Natal.
Rosário:
Esta sua afirmação
É verdade, verdadeira
Seu Hugo me ensinou
A gostar da brincadeira
Tomei gosto pelo verso
E isto não é besteira
Dalinha:
Sendo para ressaltar
A mulher e sua conquista.
Eu me irmano com você
Seguindo a mesma pista.
Com mulheres no cordel
Um novo tempo se avista.
Rosário:
Os poetas reconhecem
Belas métrica, oração.
As mulheres cantadoras
Cantam com o coração.
No litoral ou na serra,
Sobretudo no sertão!
Dalinha:
Os poetas lá de cima
Apoiam a mulherada.
Pois elas já colocaram
Há muito, o pé na estrada.
Cantando com maestria,
Desde coco à embolada.
Rosário:
Quem diria, miga Dalinha,
Que pelejas eu faria
Você me incentivando,
Tempos atrás, eu temia
Que poetas descobrissem
A tamanha ousadia!
Dalinha:
Você é tão importante
Em nossa literatura.
Catalogando cordel
E divulgando a cultura.
Se hoje faz os seus versos,
É porque tem estrutura.
Rosário:
De tanto ler cordel,
De tanto catalogar,
Tomei gosto pelo verso,
E cultura popular.
Agora que tomei gosto,
Vai ser difícil parar.
Dalinha:
E é assim que se fala
Querida amiga minha.
No rumo da poesia
Você faceira caminha
Para andar de braços dados
Com sua amiga Dalinha.

FIM
Rio de Janeiro, novembro de 2010.

Foto do acervo Cordel de SAIA
Veja também: