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quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Dalinha Catunda e Paola Torres na FLIP


 

NÓS NA FLIP

Junto com Paola Torres

Atuando em meu papel

Estarei em Paraty

Fazendo verso a granel

Enaltecendo a cultura

Louvando a literatura

Salvaguardando o cordel.

Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Lançamento em Paraty - O VELHO DA LAGOA


  O VELHO DA LAGOA

O Velho da Lagoa é mais um cordel a ser lançado na ação de salvaguarda da Literatura de Cordel em Paraty. Ação proposta ao IPHAN por cordelistas radicados no Rio de Janeiro.
A ideia de escrever um cordel intitulado O Velho da Lagoa surgiu a partir de uma foto muito sugestiva do poeta Mano Melo, postada na internet.
Esta foto chamou meus versos para a sua companhia e mexeu com minha inspiração. Rendi-me então ao chamado e fiz duas estrofes. Estrofes, que caíram no gosto dos leitores. Daí veio a vontade de aumentá-las e contar a história em versos com princípio, meio e fim.
Entrei em Contato com Mano Melo para saber mais sobre a fotografia.
Foi quando ele me contou que a fotografia, onde ele aparece vestido de Velho do Rio, era um registro da gravação de um curta que tem como tema central a Ilha da Gigóia e, como não poderia deixar de ser, a Lagoa da Tijuca.
O poeta e ator, Mano Melo, figura principal da trama, não só aprovou como gostou da ideia do cordel. Com ele peguei mais informações para ampliar a história, daí nasceu o folheto: O Velho da Lagoa.
Dalinha Catunda - dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Dalinha Catunda - Lançamento de Cordel em Paraty



Lançamento de Cordel em Paraty

 O CASTIGO DA SOGRA MALVADA, é o título que dei a um dos cordéis, que serão lançados na FLIP, na Ação de Salvaguarda da Literatura de Cordel organizada pelo IPHAN regional do Rio de Janeiro - RJ.

 O evento acontecerá no escritório do IPHAN, em Paraty, que pela segunda vez se transformará na Casa do Cordel.

 O CASTIGO DA SOGRA MALVADA, nasce das histórias de calçadas, quando as cadeiras eram ocupadas pelos adultos e crianças se acomodavam pelo chão no intuito de escutarem o que os mais velhos tinham a repassar.

Sendo guardiã da oralidade, trago para o presente o que ouvi no passado.

Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

domingo, 6 de novembro de 2022

JAMAIS FIQUEI ESPERANDO QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR

JAMAIS FIQUEI ESPERANDO

QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR

Mote de Dalinha Catunda

1

O tempo passa ligeiro

E você passou também

Deixei de ser o seu bem

Nosso amor foi passageiro

O meu coração matreiro

Logo fez a fila andar

Comecei a namorar

Vi você só ensaiando:

JAMAIS FIQUEI ESPERANDO

QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR

 Dalinha Catunda

2

Eu já paguei sem dever,

Já falei sem ser ouvido,

Já fui pai sem ser marido

E até briguei sem querer;

Já ouvi sem entender

Gente abestada falar

E para não desgostar

Simulei estar amando;

Jamais fiquei esperando

Quem não ficou de voltar.

(Joames)

3

Só malha em ferro frio

Quem quer viver de ilusão,

Vai cerceando a razão

Torna a vida um desafio

Mina a água desse rio

Até seu leito secar

De resto, é imaginar

Gato por lebre comprando:

JAMAIS FIQUEI ESPERANDO

QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR.

 Bastinha Job

4

Wellington Santiago

Por demais impaciente,

Eu sou mesmo desse jeito;

Sou o tipo do sujeito,

Apressado, simplesmente;

Me aborreço facilmente,

Com quem demora pagar.

E pra conversa encurtar,

Não vou ficar demorando;

Jamais fiquei esperando,

Quem não ficou de voltar.

Wellington Santiago

5

Não me iludo com besteira

Esperar falsas promessas

Vi meu mundo nas avessas

E levei maior rasteira

Duma forma traiçoeira

Deixei - me foi tapear

Quem prometeu retornar

Acabou foi me largando

JAMAIS FIQUEI ESPERANDO

QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR.

Dulce Esteves

6

Foi bom enquanto durou

Mais tudo chega o final

Ela foi e não deu sinal

Nunca mais pra mim ligou

Só que a fila não parou

Outra pintou no lugar

Não fico a choramingar

Por cantos, só resmungando

JAMAIS FIQUEI ESPERANDO

QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR

 Jairo Vasconcelos.

7

Sou um homem de atitude

E não suporto arrodeio;

- Nada presta pelo meio!

- Metade não tem virtude

Nem reverbera saúde

Pra quem deseja provar

Do fruto pra se esbaldar

Com seu néctar transbordando.

JAMAIS FIQUEI ESPERANDO

QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR

 Prof. Weslen

8 

Muitas vezes me enganei

Por pura ingenuidade

Buscando a felicidade

Em outros, eu confiei

A minha cara, quebrei

E ficava a lamentar

Até um dia, acordar

E ver que eu estava errando

JAMAIS FIQUEI ESPERANDO

QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR

 Creusa Meira

9

Eu fiquei uma só vez

Num banco de uma praça

Triste sozinha e sem graça

Mas não perdi a altivez

Não duvidei em talvez

Achei bom ter que mudar

Mudar para melhorar

Não ter que ficar chorando

JAMAIS FIQUEI ESPERANDO

QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR

 Vânia Freitas

10

Jamais fiquei esperando

Quem não ficou de voltar.

Partiu deixando saudade,

ao longe acenou um adeus,

levou pensamentos meus,

no coração de maldade,

confiei a minha amizade,

relutei em não aceitar,

alguém que fui me entregar,

partiu dali me enganando,

JAMAIS FIQUEI ESPERANDO,

QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR.

Glosa: Joabnascimento

11

A Minha Mulher Falou

Vou na Casa De Papai

Eu Falei Você não Vai

Que não Fico Sem Calor

A Danada Viajou

Nem Lembra De Me Ligar

Me Danei A Namorar

A filha de Adriano

JAMAIS FIQUEI ESPERANDO

QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR

Alberto Francisco

12

Eu sou cabra invocado

Queimo mau com quem demora

Empancou, meto a espora

Ando sempre avexado

Não dou prazo pra lesado

Pode até se esgoelar

Achou ruim, vá se lascar

Que não tô nem me lixando

JAMAIS FIQUEI ESPERANDO

QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR

 Giovanni Arruda

13

Não deu nem um até breve

Nem uma piscada de olho

Como não sou mais pimpolho

Sei esperar o que se deve

Enganar ninguém se atreve

Quando isto não vai dar

Boto a fila pra andar

Pois a senha tá clamando

JAMAIS FIQUEI ESPERANDO

QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR

Rivamoura Teixeira

14

A nossa vida hoje em dia

é por demais apressada,

não se tem tempo pra nada,

é intensa a correria.

Isso há tempo não se via

nem podia imaginar

que o dia fosse chegar

da gente viver zanzando…

“JAMAIS FIQUEI ESPERANDO

QUEM NÃO FICOU DE VOLTAR.”

David Ferreira

Xilo de Carlos Henrique

Roda de glosas organizada por Dalinha Catunda cad. 25da ABLC

dalinhaac@gmail.com

 

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Cordel de Saia na Escola Municipal Martin Luther King


 

Cordel de Saia na Escola Municipal Martin Luther King

O Cordel de Saia com Dalinha Catunda e Rosário Pinto participou hoje, (01/11/2022), de Café Literário na Escola Martin Luther King, na Tijuca.

Levamos a literatura de cordel para alunos do sexto e nono ano. Pela segunda vez fomos convidadas para debater com os alunos e professores. A interação foi plena e rica.

Levamos também o nosso Cordel Cirandeiro para animar o encontro. Intercalando ciranda e versos. A turma, muito receptiva, aceitou bem a brincadeira.

Manhã agradável com encerramento de Concurso Literário entre os alunos.

O Cordel de Saia agradece as professoras pelo convite e aos alunos pela acolhida carinhosa.

Nota do Cordel de Saia.

Dalinhaac@gmail.com


sexta-feira, 21 de outubro de 2022

PORÉM NUNCA VOU CHEGAR A SER CORA CORALINA.


 

PORÉM NUNCA VOU CHEGAR

A SER CORA CORALINA.

Mote de Dalinha Catunda

*

Sou poeta e sou doceira,

E na farofa sou boa,

Faço verso, canto loa,

As vezes sou cantadeira,

E metida a cirandeira!

E nessa minha rotina

De cabocla nordestina,

Eu nasci pra versejar:

“Porém nunca vou chegar

A ser cora coralina.”

 Dalinha Catunda

*

Eu nasci agricultor

Cultivando o fértil chão

De enxada e foice na mão

Em meio a mata em flor

Sonhava ser escritor

Da cultura nordestina

Minha obra é pequenina

Mas preciso divulgar

“Porém nunca vou chegar

A ser Cora Coralina”

Araquém Vasconcelos

*

Eu me chamo Nelcimá

Sempre gostei de escrever

Eu só não quis entender

Que um dia ia versejar

E agora no pelejar

Vou com a alma felina

Tentando ser turmalina

Para a todos agradar

“Porém nunca vou chegar

A ser Cora Coralina.”

Nelcimá Morais

*

Não faço como Dalinha

Abençoada pela arte

Fazendo aqui minha parte

Pela casa e na cozinha

Pego agulha enfio linha

Faço isto desde menina

Tenho inspiração divina

Peço pra nunca faltar

“Porém nunca vou chegar

A ser Cora Coralina.”

 Vânia Freitas

*

Sendo pra nascer mulher

Desejava ser Dalinha

Tendo vaga pra Mocinha

Até Pagu se quiser

Mas tinha outra colher

Caso fosse Messalina

Um homem em cada esquina

Para experimentar

"Porém nunca vou chegar

A ser Cora Coralina"!

Ésio Rafael

*

O seu verso apimentado

E o doce dos quitutes

São, sem dúvida, desfrutes

Para os fãs apaixonados

Nesse jeito misturado

De pimenta e sacarina

Tá completa a sua sina

Não convém se lamentar:

“Porém nunca vou chegar

A ser cora coralina”

Giovanni Arruda

*

Na vida já fiz de tudo

Conquistei o infinito

Escrevi, soltei meu grito

A quem o queria mudo

Transformei rima em escudo

Numa verve cristalina.

Com mamãe, desde menina

Aprendi a cozinhar,

“Porém nunca vou chegar

A ser cora coralina”

Nilza Dias

*

 Sou poeta de cordel

Versejo com alegria.

Não vivo de fantasia.

À verdade sou fiel.

Vou traçando meu painel,

Na escrita sou feminina

E também sou nordestina

Pois gosto de versejar

“Porém nunca vou chegar

A ser cora coralina.”

 Rosário Pinto

*

Não precisa que eu grite

Mas vou dizer nesta rima

Eu não sou de obra prima

Não chego a esse limite

Tenha calma não se agite

Essa poetisa fina

Muito muito me ensina

Deixa o mundo me julgar

“Porém nunca vou chegar

a ser cora coralina.”

RivaMoura Teixeira

*

Pareço na escalada

Da montanha dessa vida

Cada pedra removida

Será uma flor plantada,

Se a semente é germinada

Cumpro um pouco a minha sina

CORA chega e me ensina

Cair e se levantar

“Porém nunca vou chegar

A ser Cora Coralina!”

Bastinha Job

*

Obrigada a todos que glosaram o mote. Amei!

E viva Cora Coralina!

Foto do acervo de Dalinha Catunda

Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC

Idealizadora dos blogs: Cordel de Saia

E Cantinho da Dalinha