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terça-feira, 15 de maio de 2012

MAIS UMA EDIÇÃO DO GAZETA DE NOTÍCIAS

A cultura popular tem seu espaço garantido na região do Cariri no Jornal Gazeta de Notícias, sob o comando do competente jornalista Luiz José.
 Veja no Gazeta de Notícias poesias de: Dalinha Catunda, Manoel Bandeira e Pedro Bandeira. http://jornalistaluizjose.blogspot.com.br/2012/05/gazeta-de-noticias_6888.html
Blog do Gazeta: http://gazetadenoticiascariri.blogspot.com.br/

segunda-feira, 14 de maio de 2012

DESDE A FECUNDAÇÃO



TODA MÃE SEMPRE TEM SIDO:

MÃE E MELHOR COMPANHEIRA.


*
DESDE A FECUNDAÇÃO
*

QUANDO A MÃE ABRE O SEU VENTRE,
DIZENDO: "MEU FILHO ENTRE
PRECISO DE UM EMBRIÃO".
E DURANTE A GESTAÇÃO
ELA DIZ A VIDA INTEIRA:
"NEM QUE VÁ PEDIR NA FEIRA"
MEU FILHO CRESCE NUTRIDO"
TODA MÃE SEMPRE TEM SIDO:
MÃE E MELHOR COMPANHEIRA.

É A FONTE INESGOTÁVEL
DE AMOR E DE CARINHO
ÚNICA ROSA SEM ESPINHO
DE PERFUME INIGUALÁVEL.
GUARDIÃ INSEPARÁVEL
IGUALMENTE A PADROEIRA
SEU AMOR NÃO TEM FRONTEIRA,
SEU AMOR É REDIMIDO.
TODA MÃE SEMPRE TEM SIDO:
MÃE E MELHOR COMPANHEIRA.

A SUA BONDADE É TANTA
QUE DUVIDAR NINGUÉM OUSA
HOJE EU TENHO ESPOSA
QUE ME FAZ ALMOÇO E JANTA
A SUA FALTA É TANTA
SÓ EM PENSAR VEM TONTEIRA.
VOCÊ ERA MAIS VERDADEIRA 
DO QUÊ A QUE SOU MARIDO
MÃE A SENHORA TEM SIDO
MEU PENSAR A VIDA INTEIRA.
+
Texto e foto postados
 originalmente no blog do meu amigo Jean Kleber Matos
Gonçalo Felipe é um ótimo poeta da cidade de Nova Russas que fica no Ceará.

domingo, 13 de maio de 2012

Não há quem faça por mim, as coisas que mamãe fez


Chegando à Sala de visitas das mães, na casa CORDEL DE SAIA, Dideus Sales e Tião Simpatia, trazem a homenagem às suas mães, de forma simples e com a singeleza dos mestres em reverências à sabedoria das mães. O cotidiano é o grande mote desse poema: “não há que faça por mim, as coisas que mamãe fez.   
Poetas, parabéns pela delicadeza.

Não há quem faça por mim
As coisas que mamãe fez

(Dideus Sales e Tião Simpatia)

O ser mãe é diferente
De todos os outros seres
Dona de múltiplos saberes
Fonte que dá vida a gente
Sente o que ninguém mais sente
Não cultiva insensatez
Ela nunca será “ex”,
Pois seu amor é sem fim.
Não há quem faça por mim,
As coisas que mamãe fez.
*
Minha mãe é igualzinha
A todas as outras mães,
Ama os filhos como os cães
Amam seus donos, sem rinha,
Tem nobreza de rainha
Em tudo tem altivez
Desde a sua gravidez
Até hoje é sempre assim.
Não há quem faça por mim,
As coisas que mamãe fez.
*
Escondeu minha viola
Para papai não quebrar
Quando eu comecei cantar
Lá na nossa fazendola,
Me mandou para escola
Eu já grande, aos dezesseis
Papai não era freguês
De música, cultura, enfim,
Não há quem faça por mim,
As coisas que mamãe fez.
*
E quando papai brigava
Por alguma danação,
Mamãe dava proteção
E em mim ninguém tocava,
Nos braços me aconchegava
Dava um beijo, dois ou três,
E papai por sua vez
Virava um estopim...
Não há quem faça por mim,
As coisas que mamãe fez.
*
Não é que eu goste mais
Da mamãe que do papai,
Por que nada subtrai
Meu amor pelos meus pais,
Mas os dois não são iguais,
Podem ser perante as leis,
De papai ouvi “talvez”,
De Mamãe só ouvi “sim”.
Não há quem faça por mim,
As coisas que mamãe fez.
*
Mamãe, mulher decidida,
Desvelada e coerente,
Defensora intransigente
Da sua prole querida,
Me fez enxergar a vida
Com muito mais nitidez,
Seu carisma e lucidez
Me lapidaram assim.
Não há quem faça por mim,
As coisas que mamãe fez.
*
Toda mãe que ao filho mima
Dá amor e diversão,
Pra que eu fosse a um chitão
Na casa de minha prima
No sítio Várzea de Cima,
Minha mãe com gosto fez
A camisa de xadrez
E a calça curta de brim.
Não há quem faça por mim,
As coisas que mamãe fez.
*
Ela soube me ensinar
Caminhar no rumo certo,
Seu exemplo, um livro aberto
Ricas lições a me dar,
Até para reclamar
Falava com polidez,
Expunha com sensatez
Tudo, tintim por tintim.
Não há quem faça por mim,
As coisas que mamãe fez.
*
Dizia-me com brandura
Quando eu saía do trilho,
Tenha cuidado meu filho,
Não ande em vereda escura,
Mantenha sempre lonjura
De boêmio e de burguês,
Não quero vê-lo freguês
De balcão de botequim.
Não há quem faça por mim,
As coisas que mamãe fez.
*
Minha mãe tinha grandeza
Em não demonstrar ressábios,
Sorvi seus conselhos sábios
Dados com delicadeza,
Parecia uma princesa
No porte, na intrepidez,
Imprimia altivez
Com doçura de alfinim.
Não há quem faça por mim,
As coisas que mamãe fez.

Foto: Rosário Pinto (na imagem Tiago Freitas Pinto, Neide Freitas Pinto e Bruno Freitas Pinto - numa pequena homenagem a essa mãe que muito admiro. 

 Fiquem com a delicadeza destes versos e DEIXE seus comentários ou os envie para
cordeldesaia@gmail.com

sábado, 12 de maio de 2012

HOMENAGEM A TODAS AS MÃES

CORDEL DE SAIA recebe de Rouxinol do Rinaré uma linda homenagem a todas as mães. E como penso que todas mulher é por natureza mãe, me incluo no rol das homenageadas. Obrigada poeta pelos belos versos.

UMA SINGELA HOMENAGEM
A QUEM MAIS AMA NO MUNDO

*
Para falar sobre mãe,
Inspirai-me, ó  Pai Eterno!
Pois em idioma humano,
Do mais antigo ao moderno,
Não há palavra que possa
Descrever o amor materno!
 *
No jardim da existência
Mãe é a mais bela flor.
Anjo da guarda dos filhos,
Presente do Criador.
Mãe nasceu só  para amar,
Então só merece amor.
 *
Igual a ave que cobre
Com as asas seus filhotinhos
A mãe amorosa e terna
Protege, acolhe os filhinhos,
Dispensa-lhe mil cuidados,
Calor materno e carinhos.
 *
A mãe sofre e sente dor
Quando sofre o filho amado.
Amor de mãe é sincero,
Sem reserva e elevado.
Somente ao amor de Deus
Seu amor é comparado.
*
Toda mãe é detentora
De um enorme coração,
Cofre de bons sentimentos
Que supera a ingratidão
Com a mãe Deus exemplifica
E dá sentido ao perdão.
 *
Amor de mãe se compara
À brisa suave e mansa.
É conforto, é refrigério,
Paz, aconchego, esperança...
Uma mãe sofre, envelhece,
Mas de amar nunca cansa!
*
 Mãe verdadeira é  sinônimo
De amor puro e profundo.
O filho que reconhece
Não a esquece um segundo.
Quem tem mãe tem a maior
Riqueza que há  no mundo!
(Rouxinol do Rinaré)

A TODAS VOCÊS, FELIZ DIA DAS MÃES!

Rouxinol, muito obrigada,
Por este lindo poema.
O amor mais verdadeiro,
Tem a mãe como seu tema
Amor incondicional
É parâmetro, sem igual
Do amor, é o maior lema
*
Maria foi a escolhida
Por um anjo, visitada,
Para nos oferecer
Uma alma iluminada.
Cristo, seu filho querido:
Corajoso e atrevido,
De mulher abençoada.
*
Somos muitas as mulheres,
Todas, chamadas Maria
Amando e sendo amadas
Pelos filhos, com alegria
Na alegria ou na tristeza
As Marias, com certeza.
Velam os filhos, noite e dia.
*
Sou uma mãe coruja
Tenho uma linda filha.
Ela é o meu encanto
Por ela, meu olho brilha.
É sempre muito mimosa
Saliente e amorosa
No meu colo, se enrodilha
(Rosário Pinto)

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sexta-feira, 11 de maio de 2012

VI NO JORNAL



Na coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo de quinta-feira dia 10 de maio, li a seguinte nota:
"Cordel do Gonzagão
A Editora Planeta lança este mês o livro infantil "O Rei do Baião-Do Nordeste para o mundo", de Arievaldo Viana, com ilustrações de Jô Oliveira.
Conta a vida de Luiz Gonzaga (1912-1989) em forma de cordel,com aquelas gravuras típicas".
*
Arievaldo Viana é membro da ABLC e tem sido incansável na divulgação do cordel em todo Brasil.
Foto: Arievaldo Viana participando do III seminário do Verso Popular em Crato - Ceará.
Foto do Acervo de Dalinha Catunda


Sala de visitas recebe Antônio Barreto


CORDEL DE SAIA recebe a visita do poeta Antônio Barreto com o lançamento do folheto 100 anos de nascimento do nosso Rei do Baião. Veja a programação abaixo e compareça, se  estiver em sua localidade.
 
Dentro da programação da Celebração das Culturas dos Sertões,  na querida Feira de Santana, no Centro de Cultura Amélio Amorim, nada mais justo do que uma homenagem ao nosso grande bardo da cultura nordestina, o mestre Luiz Gonzaga.
 Apareça para trocar um dedim de prosa, dia 08 de maio às 14 horas, oportunidade em que estarei lançando o folheto de cordel intitulado
“100 anos de nascimento do nosso Rei do Baião”.
 Um fraterno abraço
Antonio Barreto
Tel.: (71) 9196-4588

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terça-feira, 8 de maio de 2012

MAIO, MÃE E MARIA - II


MAIO, MÃE E MARIA-II
*
É maio o mês das flores,
E o santo mês de Maria.
O mês de todas as mães,
Que lutam no dia-a-dia
Para proteger seu lar
Chegando a se desdobrar
Pra garantir harmonia.
*
Mãe sinônimo de amor,
E herdeira de Maria.
Vendo o seu filho feliz,
Se abastece de alegria,
Mas vendo o filho sofrer
Sem nada poder fazer,
Sofre da mesma agonia.
*
Foto e texto de Dalinha Catunda