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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A SENHORA DE APARECIDA

A SENHORA DE APARECIDA
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Senhora de APARECIDA
Padroeira do Brasil,
O teu povo varonil
Numa prece comovida
Com fé da grande acolhida
E da bem-aventurança
Pede, por cada criança,
Pede por seu povo ordeiro
Que teu filho brasileiro
No porvir tenha esperança!
BASTINHA JOB
*
Eu rogo a Nossa Senhora
Nas águas Aparecida
Que cuide da nossa vida
Interceda sem demora
A violência apavora
O mundo e nossa nação
Por isso em oração
Eu recorro ao vosso amor
Nos livre de tanta dor
Nos dê vossa proteção.
DALINHA CATUNDA

*

terça-feira, 11 de outubro de 2016

SARAU CORDEL DE SAIA

A proposta do Sarau Cordel de Saia, inserido no Projeto Circuito Itinerante de Poesia nos Bairros Cariocas é apresentar um panorama da história da literatura de cordel – suas origens e identidades, a partir do olhar e do texto da mulher, esse discurso antes, predominantemente, masculino e sua influência na comunicação social (família e estruturas da sociedade). Hoje há um número significativo de mulheres na literatura de cordel, especialmente no Nordeste.  Trazer também depoimentos e versos de cordelistas convidados.
Oriunda das tradições populares, a literatura de cordel ganha cada vez mais espaço no campo da arte popular e das letras, mas também nos estudos da sociologia, da antropologia e da história. 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

AS MULHERES DO CORDEL: COM SÍRLIA LIMA

AS MULHERES DO CORDEL: COM SÍRLIA LIMA
*
Do Bumba meu Boi
Eu agora vou falar
É uma dança folclórica
De expressão popular
Com personagens humanos
E um boi espetacular.
*
Tudo gira em torno
De uma dramaturgia
Morte e ressureição do boi
Que enche de alegria
Quem participa da dança
E a todos contagia.
*

Sirlia Souza de Lima, nascida em Mossoró no Rio Grande do Norte, residente em Natal onde atua enquanto educadorae poeta. Pedagoga graduada pela UFRN, faz especialização em Educação infantil na UFRN, é aluna especial do mestrado pela UFRN. Educadora infantil do municipio de Natal. É apaixonada pelo gênero literário de cordel. Idealizou e coordena o projeto "Bem te Vi", inspirando leitores e promovendo talentos da literatura de cordel nas escolas que tem contribuido para o letramento e ludicidade dos alunos nas mais diversas modalidades. Autora de cinco livros infantis e um livro de poesias. Possui diversos títulos em literatura de cordel, sendo a sua maioria de cunho pedagógico. Sirlia é participe do projeto "Difusão da Literatura Feminina Potiguar".

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PEITUDAS E PREVENÇÃO!

PEITUDAS E PREVENÇÃO!
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Você que é mulher peituda,
Tome sua decisão
O câncer de mama mata
Faça sempre a prevenção
Pra não ser surpreendida
E por em risco sua vida
Se valha da precaução.
*
Se já passou dos cinquenta
O exame é obrigatório
Corra e faça sem medo
Escape do purgatório
Não pense em ataúde
Cuide de sua saúde
Só isso é obrigatório.
*
Se na família tem casos
De câncer reincidente
Esse é mais um motivo
Pra você seguir em frente
Ultrassom, mamografia
Mudam sua biografia
Disso fique bem ciente.
*
O autoexame auxilia
Ajudando a detectar
Nódulos que por ventura
A mulher possa portar
Por isso tome coragem
Siga o que diz a mensagem
Prevenir é se cuidar!
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Fotos e versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

JOSEFINA FERREIRA GOMES DE LIMA EM: AS MULHERES DO CORDEL


Um rei chamado Luiz (com “Z”)
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 Peço a Deus, divino Pai,
 Ilumine a minha mente
 Pra falar de um nordestino
 Homem sábio, inteligente:
 O grande Luiz Gonzaga
 Cidadão forte decente.
*
 No sertão pernambucano
 O grande, artista nasceu.
 Luiz Gonzaga é o nome
 Que o músico recebeu.
 Começou tocar aos oito
 Na sanfona que o pai deu.
*
 No contexto nordestino
 Nasce o filho de Santana,
 Ouvindo o pai Januário
 Tocar moda de sanfona
 Em pouco tempo domina
 Esta arte tão soberana...
*
JOSEFINA FERREIRA GOMES DE LIMA, nascida em 08 de setembro de 1963, no município de São João do Piauí, PI.Filha de Maria Gomes Ferreira e Faustino Ferreira de Sá. Professora da Rede Estadual de Educação. Licenciada em Letras/Português e Pedagogia, Especialista em Literatura e Práticas Culturais e em Mídias na Educação e Mestre em Letras/Literatura. Já lançou os seguintes folhetos: A história da escrita das paredes das cavernas à tela do computador; Fragmentos da cultura de São João do Piauí; Aventura Maldita; Parque Eliane em Cordel: Lutas, aprendizagens e desafios; Apague o Cigarro antes que ele te apague e Batalhado Jenipapo: a peleja piauiense pela independência do Brasil e, ainda, participou de uma Antologia Transcultural de Poesia feminina com mais 13 poetisas.
*
Dando continuidade a pesquisa das Mulheres no Cordel, um trabalho de pesquisa que faço na intenção de montar uma galeria de mulheres cordelistas. Com algumas mulheres tenho conversado por telefone, com outras por e-mail e tenho complementado o trabalho pesquisando na internet.
Dalinha Catunda*

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O PERIQUITO EM QUESTÃO

O PERIQUITO EM QUESTÃO
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LUIZ BENÍCIO
Minha amiga Dalinha,
Bastinha eu não conheço,
Já você eu quero bem,
E também tenho apreço,
Mas vocês duas brincando,
Rimando e versejando,
Sei que isso não tem preço.
*
DALINHA CATUNDA
Aprecio o periquito
Que faz seu ninho no toco
Quando a mãe vai dar comida
Pelado mostra o pescoço
Mas depois que cria pena
Bate asa e sai do oco.
*
BASTINHA JOB
Eu conheço um periquito
Coitado nasceu pelado
Ele cresceu peludinho
Velho ficou enevado
Nada fala,nada canta
É um velho esclerosado!
*
DALINHA CATUNDA
Sei que você com certeza
Não cumpriu direito o rito
E deixou de dar mingau
No bico do periquito
Que ficou avariado
Hoje parece um sibito.
*
BASTINHA JOB
É a lei da gravidade
Cai até meteorito
Despenca a ema o condor
Mesmo o pequeno mosquito
Não tem grandão que resista:
Cai pinto, cai periquito!
*
DALINHA CATUNDA
Passarinho que se preza
Multiplica-se não tomba
Pois sempre sobram os ovos
Depois que esmorece a pomba
E dessa renovação
Somente doido é quem zomba.
 *
LUIZ BENÍCIO
Eu gosto de ver as duas
Versejando pra danar
Dalinha é harmoniosa
Bastinha é singular
Com estrofes muito belas
Gosto muito quando elas
Capricham no linguajar.

*
*
Caros amigos,

Tive o prazer de compartilhar encontros de trabalho com o Mestre Bráulio do Nascimento, quando trabalhei na Biblioteca Amadeu Amaral, do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, para onde destinou sua coleção de folhetos de cordel. Foi um grande incentivador de minhas atividades com a literatura de cordel. Transitou com talento, competência e amor pelo universo do folclore e da cultura popular. Todos nós sentiremos sua falta. Seu trabalho deixa marca presente e viva em nossos corações.
Deixo aqui um carinho do que foi sua presença em minha vida.

Ao Mestre com carinho

Mestre BRÁULIO NASCIMENTO!
Quem é este personagem?
Este gigante festeiro...
Que traz em sua bagagem,
Nosso conto brasileiro.
Num trabalho garimpeiro.
Andou por muita paragem.
*
São muitos e muitos anos
De labuta popular
Conhecedor do escore,
Fez da cultura seu lar.
Fundou a famosa CAMPANHA
Esta, sua grande façanha,
No Folclore navegar
*
Mas não parou por aí
Foi além, muito além.
Estudou os belos contos,
Desde os tempos de Belém.
Os de reis e de rainhas
E também de princesinhas
Fosse um conto ou fossem cem
*
Sua visão sem fronteiras
Semeou muito estudo
Conhecimentos reais.
Foi amigo de CASCUDO
O conto marcou sua vida
Em pesquisa aguerrida
Nunca se ateve ao miúdo
*
Conquistou para a CAMPANHA
A sede pra trabalhar
Transformou em Instituto
Para a FUNARTE brilhar
Sempre querendo expandir
Para o povo refletir
E um lugar pra frequentar
*
No terreno do Palácio,
Perseverante, incansável
Conquistou belo espaço
p’uma obra admirável
Ampliando o Museu
Que representa o plebeu
Instituição sustentável
*
Obrigada, professor
Pela sua companhia
Os amigos deste Centro
Só refletem poesia
Tê-lo conosco, é presente,
Com sua presença frequente
Para nossa alegria
(Rosário Pinto)
(2013)