O Blog Cordel de Saia idealizado e criado pela poeta de cordel, Dalinha Catunda, é direcionado à cultura popular, a mulher aparecerá como figura principal. Aqui receberemos democraticamente, homens e mulheres praticantes deste contagiante mundo encantado da Literatura de cordel. O blog tem também como função divulgar eventos relacionados a literatura de cordel além de descobrir e divulgar a mulher cordelista. Contatos: dalinhaac@gmail.com e rosariuspinto@gmail.com
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sexta-feira, 8 de julho de 2022
CORDEL DE SAIA - Folheto
quinta-feira, 7 de julho de 2022
Os Giros da Cirandeira
Os
Giros da Cirandeira
*
Com
uma flor nos cabelos
Vai
ela toda faceira
Com
a maleta na mão
Caminha
essa cirandeira
E
enfeita com a poesia
Os
passos do dia a dia
A
poetisa brejeira.
*
De Dalinha
Catunda para Lindicássia Nascimento
Cordelista - Cirandeira e artesã
dalinhaac@gmail.com
terça-feira, 5 de julho de 2022
Vida na Roça Dalinha Catunda
sábado, 2 de julho de 2022
EU ME PERMITO O DIREITO DE VIVER OUTRA VERDADE
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA VERDADE
*
Não
moro numa palhoça
Não
vivo numa choupana
Mesmo
não sendo em cabana
Eu
vivo a vida da roça
As
vezes até faço troça
Da
vida lá da cidade
Competição
falsidade
Faz
moradia no peito
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA VERDADE
Mote
e glosa de Dalinha Catunda
Cachoeiras
de Macacu- RJ
*
Morando
na capital
Não
posso nem reclamar
Mas,
o meu melhor lugar
É
com cheiro de curral
Poder
curtir animal
Viver
com mais liberdade
Sem
barulho de cidade
Numa
rede me deleito
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA VERDADE.
MOTE
: Dalinha Catunda
Glosa
: Dulce Esteves
*
A
vida já é tão lesta
Pra
não gozá-la inteirinha
Com
modéstia, simplesinha
Com
o que é bom, o que presta;
Dalinha
se manifesta
Salutar
pra toda idade
Somente
quem tem maldade
Pousa
de insatisfeito:
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA VERDADE.
Mote
de Dalinha Catunda,
Glosa
de Bastinha Job
*
Moro
numa capital
Sem
querer num apartamento
Que
chamo de apertamento
Que
não é original
Prefiro
casa e quintal
Que
me traz felicidade
Hoje
me resta saudade
Agora
não tem mais jeito
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA VERDADE
Mote
de Dalinha Catunda
Glosa
de Vânia Freitas
*
Passei
por uma mudança
Para
poder estudar,
Foi
duro me acostumar,
Ainda
é forte a lembrança
Ninguém
volta a ser criança
Correndo
com liberdade,
Hoje
é outra realidade
O
que já fiz está feito
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA VERDADE
Mote
- Dalinha Catunda
Glosa
- Creusa Meira
*
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA VERDADE
Eu
sou pobre nordestino,
um
cidadão respeitado,
sou
cabra considerado,
sou
honesto desde menino,
eu
tracei o meu destino,
buscando
prosperidade,
consegui
ter na verdade,
muita
amizade e respeito
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA VERDADE
Glosa
Joabnascimento Camocim-CE
Mote
de Dalinha Catunda
*
Eu
não moro, choramingo
Num
"ap" trancafiado
Mas
me sinto compensado
Sexta,
sábado e domingo
Viajando
eu me vingo
Das
mazelas da cidade
Quando
o verde me invade
Me
renovo, me deleito
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA VERDADE
Mote:
Dalinha Catunda
Glosa:
Giovanni Arruda
*
Sou
nascido no Nordeste
Mesmo
que queira mudar
Eu
não consigo enganar
Fez
enquanto, eu falo "peste"
Hoje,
moro no Sudeste
Em
uma média cidade
Minha
originalidade
Não
me causa preconceito
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA VERDADE.
Glosa
Jairo Vasconcelos
Mote,
Dalinha Catunda .
*
Sou
nativa do sertão
Vivo
nele até agora
Minha
alma aqui mora
Mas
chegando a arribação
Deixo
aqui meu coração
E
vou em velocidade
Fincar
meus pés na cidade
Mesmo
com dores no peito
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA VERDADE
Glosa:
Ritinha Oliveira
Mote:
Dalinha Catunda
*
A
vida que me pertence
Eu
que tomo decisão
E
disso não abro mão
Esse
mote me convence
Portanto
você não pense
Que
a minha felicidade
E
sua propriedade
Imposição
não aceito
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA REALIDADE.
Francisco
De Assis Sousa
*
Cedo
sai do interior
Da
palhoça onde nasci.
Mas,
confesso que vivi!
E
com a idade ainda em flor.
A
mudança causou dor.
Tinha
dez anos de idade.
Hoje
ainda tenho saudade
E
embora me doa o peito,
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA VERDADE
Mote:
Dalinha Catunda
Glosa:
Rosário Pinto
*
Eu
tenho dignidade
Moro
numa casa bela
De
uma beleza singela
Porém
Deus habita nela
O
que vejo da janela
Não
fica numa cidade
Mas
mora a felicidade
Fica
num sítio perfeito
EU
ME PERMITO O DIREITO
DE
VIVER OUTRA VERDADE
Alcinete
Pereira
Roda de glosas organizada por Dalinha Catunda
cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com
quarta-feira, 29 de junho de 2022
Vânia Freitas, Cirandeira Itinerante.
Vânia
Freitas, Cirandeira Itinerante.
Como
idealizadora do grupo AS CIRANDEIRAS DO CORDEL DO CARIRI, quero aqui agradecer
a nossa cirandeira itinerante, Vânia Freitas, uma das primeiras, como
itinerante do nosso grupo.
Vânia
Freitas é cordelista, artesã, requisitos que se encaixam nas exigências do
grupo.
Vânia,
parabéns e obrigada pelo poema, homenageando nossas cirandeiras.
Resgatei
registros com suas apresentações, em Ipueiras e Fortaleza.
Dalinha
Catunda
*
Ciranda
na varanda
1.
Na
varanda da poesia
Dalinha
Catunda dança
Encanta
com tanto verso
Nas
ondas do ar que balança
Seus
cabelos e chapéu
Cobertos
de renda e véu
Tira
João da lembrança.
2.
Eita
São João arretado
Lá
pras bandas de Barbalha
Mostra
a segunda rodada
E
com seu chapéu de palha
Chama
a moça Cirandeira
Vem
dançar nesta fogueira
E
desce desta cangalha.
3.
Pegue
Antônio João e Pedro
Sob
este céu sorridente
Dance
esta linda ciranda
E
a roda do verso aumente
Entre
nesta brincadeira
Pra
dançar a noite inteira
E
solte versos pra gente.
4.
Lindicássia
na varanda
Enfeitada
de poesia
Traz
no seu cabelo a rosa
Com
o cheiro da alegria
Requebra
ao som do pandeiro
E
mostra que seu braseiro
Está
aceso noite e dia.
5
Cirandeira
que tem jeito
Aristocrático
é
Anilda
Figueiredo sim
Que
vai na ponta do pé
Planta
seu verso no chão
Que
tira do coração
Com
a força da sua fé.
6
Não
esqueci Alcinete
Cirandeira
lá do Crato
Com
o seu singelo sorriso
Conquista
todos de fato
Dança
bem no São João
Arrasta
pé no salão
Que
deixa poeira no ato.
7
Fátima
Correia tem
Na
sua saia rodada
O
gosto pela ciranda
Quando
é noite enluarada
Sabe
bem apresentar
Sua
poesia mostrar
Sempre
alegre e humorada.
8
Fabiana
na varanda
Gosta
de cantarolar
Na
ciranda lá no Crato
Sempre
ela vai cirandar
Decorado
diz seu verso
Preenche
todo o universo
Pois
sabe mesmo encantar.
9
E
nesta nova edição
Outras
lindas cirandeiras
Que
também sabem dançar
Vão
acender mais fogueiras
Para
aquecer corações
Vão
cantando seus refrões
Nestas
terras brasileiras.
10
Boa
festa para todas
Vou
dormir e vou sonhar
Com
nossos santos juninos
Eu
também vou cirandar
Na
varanda da poesia
Eu
vou cantar com alegria
Para
meu mundo animar.
Vânia
Freitas
Fortaleza,
27/6/2022
postagem de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com



